23 agosto 2010

"O Livro de Eli": mundo devastado pela guerra

. 23 agosto 2010
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O fim do mundo é um tema que sempre atrai muita gente, seja na literatura, no cinema e até na TV. Filmes apocalípticos estão em voga e discutem sobre um mundo onde o caos se instala e a humanidade se torna refém do medo. Alguns crêem que essa espécie de “curiosidade mórbida” se acentuou depois de 11 de setembro de 2001, mas a verdade é que o desconhecido sempre chama a atenção.

Recente filme a tratar do assunto é “O Livro de Eli”, longa dos irmãos Albert e Allen Hughes (de “Do Inferno”) já disponível em DVD. O filme, baseado em história em quadrinhos de mesmo nome de Allan Moore, se passa num mundo pós-apocalíptico, onde o planeta se encontra devastado depois de uma guerra nuclear. A trama não revela detalhes sobre como a devastação aconteceu, preferindo se concentrar no futuro a partir daquele momento, 30 anos depois da tal guerra. Não há mais meios de comunicação, água potável é um bem valiosíssimo e até canibalismo existe. Uma espécie de volta à pré-história, visto que grande parte desta nova geração pós-destruição nem ao menos aprendeu a ler.

Neste cenário desolador, Eli (Denzel Washington) anda, testemunhando momentos críticos desta realidade. Ao encontrar um vilarejo, o andarilho descobre que tem em mãos uma arma poderosa: um livro que traz respostas valiosas. O tal livro desperta a cobiça do manda-chuva local, Carnegie (Gary Oldman), que fará de tudo para tomá-lo de Eli. Este, por outro lado, junta-se a Solara (Mila Kunis) para proteger a obra a qualquer custo. Afinal, não é um livro qualquer. Trata-se do último exemplar da Bíblia Sagrada!

A trama de “O Livro de Eli” se desenrola com a rivalidade entre o personagem-título e seu inimigo, chegando a uma conclusão surpreendente. É daqueles filmes que o espectador vai querer ver pela segunda vez, a fim de buscar detalhes que passaram despercebidos.

André Santana

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04 julho 2010

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres": páginas de mistério

. 04 julho 2010
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Stieg Larsson, autor da trilogia literária “Millennium”, era um workaholic inveterado. Trabalhava tanto que mal dormia. Para se manter atento e ativo, cultivava hábito pouco saudável: fumava 60 cigarros por dia. Não deu outra: morreu de infarto fulminante em 2004, aos 50 anos, e não chegou a presenciar o sucesso de sua obra literária. E os leitores não puderam conhecer mais da série “Millennium”, já que a ideia inicial de Larsson era escrever dez livros. Mas os três livros que compõem a série – “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar” – foram o suficiente para firmar o nome do jornalista sueco como um exímio romancista de mistério.

O primeiro volume, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, narra a saga do jornalista Mikael Blomkvist numa busca para desvendar uma trama escabrosa envolvendo a elite sueca. Ao seu lado está Lisbeth Salander, uma hacker esperta e cheia de truques, embora bastante perturbada. A dupla se envolve no caso quando Blomkvist é contratado por Henrik Vanger, dono de um império industrial que convive com o mistério envolvendo o desaparecimento de sua filha Harriet há 40 anos. A herdeira sumiu em 1966 e, desde então, o industrial tem recebido uma flor emoldurada, presente que costumava receber da filha sumida. O velho tem certeza que a filha foi assassinada, por isso chama Blomkvist para conduzir uma investigação particular.

O convite chega num momento complicado da carreira de Mikael Blomkvist. O jornalista está preocupado com a credibilidade de sua revista Millennium, pois acaba de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström. Assim, Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Porém, a investigação encontra resistência dentro da própria família Vanger. Com o auxílio de Lisbeth Salander, ele logo percebe que a trilha de segredos do clã industrial vem de muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet.

Os livros seguintes, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”, exploram novos mistérios a serem desvendados por Mikael Blomkvist, sempre acompanhado de Lisbeth Salander. A série “Millennium” tornou-se um fenômeno literário mundial, tendo vendido cerca de 20 milhões de exemplares em mais de 40 países. O autor Stieg Larsson conduz a trama de sua série por variados aspectos da vida contemporânea, desde a corrupção no mercado financeiro, passando pela violência sexual e movimentos neofascistas.

Como já virou praxe, sucesso literário acaba ganhando as telas de cinema. Os três livros da série já ganharam uma versão cinematográfica e até uma série de TV na Suécia. O filme sueco baseado em “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” estreou em alguns cinemas brasileiros em maio deste ano. E Hollywood prepara-se para dar sua versão da saga de Mikael Blomkvist em longa que deve ser dirigido por David Fincher (de “Clube da Luta” e “O Curioso Caso de Benjamim Button”).

No Brasil, a série “Millennium” é publicada pela editora Companhia das Letras.

André Santana

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01 julho 2010

"Tudo Novo de Novo" chega em DVD

. 01 julho 2010
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A produção seriada da Globo sempre esteve bastante atrelada às comédias. Embora tenham havidos exemplos de bons dramas ou séries de ação, como "Mulher" ou "A Justiceira", as séries cômicas ainda davam o tom da programação da emissora. Exemplo maior é a grade de 2008, quando a Globo lançou, praticamente, apenas séries de comédia, como "Casos e Acasos", "Faça Sua História" e "Dicas de um Sedutor". Todas de riso amarelo e que passaram praticamente despercebidas.

Percebendo a necessidade de variar, a emissora apostou, em 2009, na série "Tudo Novo de Novo". Desta vez, a Globo usou do seu know how em novelas para apostar num típico drama familiar. O que se viu foram situações que até descambavam para o humor, mas de modo sutil, e mesclado com todo o tipo de conflito identificável em famílias. A ideia era retratar de que modo o divórcio reconfigurou a família, formando novas famílias formadas por marido, mulher, ex-marido, ex-mulher, filhos com pais diferentes, todos sobre o mesmo teto. Assim, "Tudo Novo de Novo" abriu as portas da Globo para a chamada "dramédia". E agora esta simpática série chega em DVD pela GloboMarcas.

"Tudo Novo de Novo" é centrada em Clara (Julia Lemmertz) e Miguel (Marco Ricca). Ela tem dois filhos, um de cada pai, e está separada do segundo marido. Ele tem uma filha e uma ex-mulher bastante complicada. Os dois começam a namorar, mas este novo casal precisa lida com as diferentes situações que surgem quando decidem unir os seus "pacotes". "O humor vem a reboque das situações. Antes, o divórcio era a transgressão; hoje é praticamente a regra. Não dá para negar como as transformações familiares mudam o ser humano e isso acaba sendo dramático e cômico ao mesmo tempo", diz Lícia Manzo, autora da série. "São situações reais, questões que discutimos e vivemos no dia a dia. Por isso, o telespectador se identifica muito", acredita Denise Saraceni, diretora-geral e de núcleo de "Tudo Novo de Novo". Maria Adelaide Amaral foi a supervisora de texto.

A série foi exibida entre abril e junho de 2009 e conta com 12 episódios. "Tudo Novo de Novo" só pecou pelo excesso de elementos folhetinescos, que não permitiram um aprofundamento maior das personalidades dos protagonistas. Clara e Miguel eram um casal de meia idade, experientes e de bom caráter, que buscavam nova chance no amor. E só. Mas foi o primeiro passo na construção de uma nova linha nacional de teledramaturgia, permitindo explorar novos segmentos tanto de temática quanto de público-alvo. A atual "A Vida Alheia" é um passo além na construção de séries nacionais que respeitam as características da narrativa seriada. Mas foi "Tudo Novo de Novo" que abriu caminho.

Os 12 episódios de "Tudo Novo de Novo" estão em dois discos com mais de seis horas de duração, à venda no Portal Globo Marcas (www.globomarcas.com), nos telefones (21) 2125-7025 (todo o Brasil) ou (11) 2196-7025 (São Paulo) e em lojas especializadas.

André Santana

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26 junho 2010

"Eclipse" e "True Blood": vampiros por todos os lados!

. 26 junho 2010
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Vampiros estão na ordem do dia. Seja na literatura, no cinema ou na TV, a febre das criaturas míticas bebedoras de sangue ressurgiu com força em meados de 2008 e, até hoje, transforma em ouro tudo o que toca. Não são poucos os exemplos do sucesso da temática dentro da indústria cultural. E a prova concreta de que a onda está longe do fim está nas próximas estreias, tanto na telinha quanto na telona. A terceira temporada da série “True Blood” começa no domingo, 27, na HBO, enquanto “Eclipse”, terceira parte da saga “Crepúsculo”, entra em cartaz nos cinemas do mundo todo na próxima quarta-feira, 30.

A saga “Crepúsculo” é a atual febre entre os filmes fantásticos voltados aos adolescentes. Baseado em série de livros de mesmo nome, da autora Stephenie Meyer, os longas contam a história de amor entre a jovem e humana Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson), um vampiro. Trata-se de um amor adolescente e impossível, visto que Edward precisa controlar sua sede de sangue quando está ao lado da amada. O primeiro longa, “Crepúsculo”, narra o início da complicada relação entre os dois. Já no segundo, “Lua Nova”, Edward sai de cena e Bella se aproxima de Jacob (Taylor Lautner), um jovem lobisomem.

Assim, em “Eclipse”, o triângulo amoroso entre a mortal, o vampiro e o lobisomem pega fogo, para deleite dos fãs ávidos pelos livros e filmes da saga. Os dois primeiros longas foram sucesso absoluto nos cinemas, arrecadando, respectivamente, U$ 408 milhões e U$ 709 milhões no mundo todo. A previsão da Paris Filmes, distribuidora do longa no Brasil, é que “Eclipse” alcance 7 milhões de espectadores nos cinemas nacionais.

Bem longe do universo jovem está “True Blood”, série sobre vampiros que leva a assinatura do canal pago HBO. Aqui, a temática é bem mais adulta e pesada, funcionando como uma metáfora sobre preconceito e intolerância. “True Blood” conta a história da garçonete telepata Sookie Stackhouse (Anna Paquin), que se apaixona pelo vampiro boa-praça Bill Compton (Stephen Moyer). A série se passa num momento em que os vampiros tentam se integrar aos humanos graças ao Tru Blood, sangue sintético criado por japoneses e que se tornam uma opção ao sangue humano. A difícil “socialização” entre vampiros e humanos é o mote para discussões sobre intolerância, seja ela racial, social, religiosa ou sexual. O sexo, aliás, é parte integrante da série, que não economiza nas cenas sensuais, e muito menos no humor negro e no sarcasmo.

A terceira temporada de “True Blood” vai dar mais detalhes sobre os poderes de Sookie, além de mostrar mais do passado de Sam Merlotte (Sam Trammel) e elucidar o mistério sobre o sequestro de Bill. Entre as novidades da nova safra está a presença de... lobisomens! Os homens-lobos surgirão para movimentar ainda mais a pequena Bon Temps, ao sul dos EUA. O ano três da série estreia neste domingo, 27, às 22h na HBO.

“True Blood” é baseada na série de livros “Sookie Stackhouse”, de Charlaine Harris. O responsável pela adaptação é Alan Ball, oscarizado pelo roteiro do longa “Beleza Americana”, de 1999, e criador da série “A Sete Palmos”. “True Blood” é a série de maior sucesso da HBO desde “Família Soprano”.

André Santana

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24 junho 2010

Veríssimo revê Shakespeare em "A Décima Segunda Noite"

. 24 junho 2010
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Um narrador privilegiado, que acompanhou de perto toda uma divertida história, é o trunfo de “A Décima Segunda Noite”, obra de Luis Fernando Veríssimo baseada na comédia “Noite de Reis”, de William Shakespeare. Quem compartilha toda a trama do livro com o leitor é Henri, um papagaio que trabalhava como atração de um salão de cabeleireiro com temática brasileira em plena França. De seu poleiro, foi testemunha de toda uma intriga cheia de encontros e desencontros amorosos.

O inusitado narrador nos leva a conhecer a brasileira Violeta, que se perde do irmão gêmeo ao desembarcar em terras francesas e é obrigada a se vestir de homem para conseguir um emprego no Illrya, o tal salão de cabeleireiro tocado por Orsino. Violeta, agora César, se apaixona pelo patrão, mas não pode revelar tal segredo, caso contrário, perderá o emprego. Orsino, por sua vez, é apaixonado por Olívia, sua cliente brasileira e rica. Porém, Olívia também desperta a paixão do mordomo Malvólio, que sonha com o dia em que terá um caso com a patroa. É dessa paixão que se desencadeia todo o conflito: Maria, empregada de Olívia, e Festinha, um amigo, pregam uma peça em Malvólio, fazendo-o acreditar que sua patroa lhe dará uma chance na décima segunda noite depois do Natal. Mas, na verdade, Olívia fica particularmente encantada por César, na verdade Violeta disfarçada.

A trama corre calcada em toda a confusão criada pelo grupo de amigos de Olívia nos dias que seguem, quando se desdobra toda a quadrilha amorosa do grupo principal. Porém, é o narrador diferenciado que faz toda a diferença. O papagaio-narrador, que também se apaixonou por Violeta, pontua toda a narrativa com observações bem humoradas e sagazes, além de reclamar da própria vida, de sua condição de papagaio e até do fato de ter suas penas cinza constantemente pintadas de verde e amarelo por causa de seu trabalho no Illrya. O narrador chega a reclamar da própria voz, lamentando que todos entendam a “tragédia” contada por ele como uma comédia. “É o som do caldeirão rachado com o qual pretendemos comover as estrelas e só conseguimos fazer dançar os ursos, como escreveu Flaubert sobre a linguagem”, diz, após se ouvir no gravador.

“A Décima Segunda Noite” é o segundo livro da coleção Devorando Shakespeare, da editora Objetiva, que publica novelas contemporâneas baseadas nas comédias do autor inglês. A coleção conta ainda com “Trabalhos de Amor Perdidos”, de Jorge Furtado, e “Sonhos de uma Noite de Verão”, de autoria de Adriana Falcão.

André Santana

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22 junho 2010

Futebol: para eles a bola, para elas, as pernas deles

. 22 junho 2010
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A minha ideia de falar sobre as pernas dos jogadores desta Copa surgiu quando eu, Flávia e Carol decidimos, de uma vez por todas, abandonar o pensionato e alugar um apartamento.
Você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com a Copa? Eu respondo em caps lock: TUDO!
Resolvemos então juntar as panelas. Eu levei para o nosso novo lar, doce lar um tanquinho, uma tostequeira elétrica e muitos sapatos. A Carol, de início, apenas algumas malas, que isso fique claro. Depois metade da mobília. Já a Flávia, que há tempos não assistia TV, prometeu que compraria uma. Humilde. De 42 polegadas.
Depois de pesquisas na internet sem sucesso fomos, eu e Flávia, a um shopping de Rio Preto, em uma loja especializada, escolher uma TV e, de repente...
– Compra essa, Flávia.
– Por quê?
– Olha só o tamanho dessas pernas.
Sim. Estava passando um jogo. Não me pergunte de quem contra quem, até porque isso não é interessante por enquanto, mas sei que era futebol.
Dez para cada lado, cada um com seu goleiro. Somam 11 ou 22 direto, para os bons de conta. Árbitro, bandeirinha, auxiliar e um bando de gente torcendo. Agora com vuvuzelas e o Galvão, combinação mais que infernal.
Do outro lado da big tela estava eu, boquiaberta com a beleza. Da TV? Não. A Flávia que vai comprar, ela escolhe, eu estava apenas admirando a visão.
Bom, chega de lero-lero e vamos ao propósito inicial, a Copa para eles e para elas.
Eles são assim, dizem que adoram futebol, que são fanáticos por ele e ainda brigam com a gente quando este é o assunto. Correm pra cá e pra lá durante 90 minutos atrás da bola e quando o árbitro apita ela é esquecida por 15 minutos ou até o próximo jogo.
Nós, mulheres, não. Quando falamos amar o tal do futebol é por que realmente o amamos. E não só a bola, mas a eles, que fazem a gorduchinha ir daqui para ali e de lá para cá.
Pera lá um pouquinho. Amamos eles ou elas? Bom, neles eu amo elas. As pernas. Chego a suspirar quando a supercâmera da Globo focaliza com detalhes cada jogada.
Existe uma imensidão de diversidade delas nessa Copa. É perna para admiradora nenhuma botar defeito. Tem para todos os gostos. Malhadas ao extremo, as compridas, as mais curtas, mas todas  lindas e torneadas.
Para os que se encantam com pernas de mesa, essa Copa está uma loucura.
Ainda não sou perita como o Ferri, que corrige o Marquinhos quando ele tenta reconhecer os jogadores pelas pernas, mas juro que vou tirar o fim de semana para assistir aos jogos e prestar bem atenção em todas as jogadas.
Já a Dani Fenti, que deve estar mais por dentro do assunto que eu, diz que a seleção italiana tem pernas, e homens, de dar água na boca. Vou por reparo e volto para comentar.

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19 junho 2010

"Toy Story" e a vitória da animação

. 19 junho 2010
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15 anos depois de sua estreia nos cinemas, a animação “Toy Story” ganha uma terceira parte. “Toy Story 3” estreia nos cinemas brasileiros em 18 de junho, trazendo de volta os bonecos Woody e Buzz em novas aventuras e firmando a animação como um gênero cinematográfico não necessariamente atrelado ao universo infanto-juvenil.

Estranha tal afirmação em se tratando de um filme protagonizado por brinquedos, mas “Toy Story” é parte fundamental na evolução do cinema de animação como o conhecemos hoje. A produtora Pixar, ao se associar à Disney na produção de filmes animados em computação gráfica, tornou-se a grande responsável pelo boom da animação em 3D. O pioneiro “Toy Story” tornou-se referência e ditou moda, seja tecnologicamente ou na maneira de se pensar um roteiro. A própria Disney nunca mais foi a mesma depois da parceria (atualmente, a Pixar pertence à Disney), pois, ao perceber que seus filmes de animação tradicional já não causavam o mesmo impacto que suas produções em computação gráfica, tratou de interromper por um bom tempo a produção dos mesmos. O estúdio só voltou a apostar em animação tradicional com “A Princesa e o Sapo”, no ano passado.

A força dos filmes da Pixar não está somente na tecnologia empregada na execução dos longas. O roteiro de cada uma das produções é pensado de modo a atingir toda a família, com tramas originais e criativas, que mesclam emoção e humor, como explica John Lasseter, diretor de “Toy Story”. “Para nós, a trama precisa ter coração. E é uma das coisas mais difíceis. Como Walt Disney dizia, para cada risada deve haver uma lágrima. Eu sei que conseguimos ser engraçados e fazer filmes bonitos. Mas é o coração que conta”, disse, durante o festival de Cannes do ano passado.

Foi com este pensamento que filmes como “Procurando Nemo”, “Os Incríveis”, “Ratatouille”, “Wall-E” e “Up – Altas Aventuras” caíram nas graças do público e da crítica especializada, angariando prêmios e fortalecendo o mercado de animação.

Além de permitir que a Pixar continuasse evoluindo e produzindo filmes cada vez mais interessantes, “Toy Story” abriu caminho para que outras produtoras cinematográficas começassem a enxergar na animação um nicho rentável. Assim, filmes como “Shrek”, da Dreamworks, e “A Era do Gelo”, da Fox, arrastaram crianças, jovens e adultos para as telonas e tornaram-se séries cinematográficas de sucesso. E agora, com o lançamento de “Toy Story 3”, o futuro da animação deve seguir “ao infinito e além”, como profetizou Buzz Lightyear, o protagonista do longa.

André Santana

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26 maio 2010

"Lost" acabou. E agora?

. 26 maio 2010
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Tristeza para uns, alegria para outros. Sim, amigos, “Lost” chegou ao fim. Foram seis anos de muitas dúvidas, emoções, aventuras, enigmas... Seis anos acompanhando diferentes momentos da vida daqueles sobreviventes do “acidente” do voo 815 da Oceanic. No saldo final, muitas respostas, dúvidas sem solução, fãs satisfeitos, fãs indignados e muita emoção. O episódio final foi exibido na noite de ontem no Brasil, mas se alguém aí ainda não viu, não continue a leitura deste texto: spoilers à vista!

Na sexta temporada da série, “Lost” assumiu de vez sua porção fantástica ao revelar o porquê de os protagonistas terem ido parar naquela ilha misteriosa. Ao mostrar os sobreviventes como escolhidos e peças de um conflito entre irmãos (ou o bem e o mal) cujo palco era a própria ilha, a série finalmente os relacionou, já que sempre foi claro que eles não estavam ali por acaso. Também mostrou a ilha como uma espécie de purgatório (uma das várias teorias lançadas ao longo desses seis anos), onde os personagens puderam perceber o quão perdidas estavam suas próprias vidas.

O mais perdido de todos, Jack Shepard, sagrou-se o grande protagonista de “Lost”. O médico nunca soube lidar com os conflitos de sua própria vida e, aos poucos, sentiu que sua missão era mesmo na ilha. Por isso mesmo voltou para lá e se ofereceu ao encargo proposto por Jacob: ser o guardião do local. Missão acatada, o doutor finalmente venceu o “monstro de fumaça” e salvou a ilha da destruição, se sacrificando em nome da missão e elegendo Hurley seu novo protetor. Jack morre numa cena emblemática, numa referência direta e interessante ao início de toda a saga. Olhos abertos, olhos fechados. Fim.

Alguns fãs parecem não ter gostado da explicação da realidade paralela vista ao longo da sexta temporada de “Lost”. Todos os personagens reunidos (até aqueles que morreram na longínqua primeira temporada) e a revelação, feita pelo pai de Jack, que todos ali estão mortos e que se re-encontram agora num novo momento (ou “plano”). Sendo assim, a realidade alternativa é que era uma espécie de “purgatório”, onde todos passaram por outras provações até se lembrarem da vida juntos e, finalmente, se reunirem. Muita gente não gostou, mas não deixa de ser um final poético, simbolizando a vida eterna.

Sem respostas para todas as perguntas, “Lost” termina para se tornar eterna. As discussões e teorias continuarão acontecendo, sobretudo no sentido de elucidar o que, afinal, era a ilha e o porquê daquela luz ser tão especial. Cada um, provavelmente, vai tirar a sua própria conclusão sobre todo o simbolismo envolvendo o enredo. E é assim que deve ser. Desde o início, “Lost” se mostrou como uma série em que o espectador não se comporta passivamente. Não seria diferente no final.

“Lost”, então, sai de cena e entra para a história. Além da revolução midiática observada, a série termina com o trunfo de ter atraído a atenção de milhões de espectadores pelo mundo todo sem ser um programa de fácil digestão. Pelo contrário. Seu enredo desafiador fazia o espectador pensar e se envolver. Se a TV era vista como um entretenimento sem valor, “Lost” veio para provar que as duas coisas podem andar juntas. Valeu!

André Santana

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21 maio 2010

Novo portal da Ediouro.

. 21 maio 2010
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O novo Portal Ediouro está saindo do forno.
Para antecipar o mergulho neste novo mundo de conteúdo, cultura e informações, lançamos o concurso cultural Livros que Mudam Vidas.

No total, mil livros serão distribuídos entre os vencedores e as bibliotecas indicadas pelos participantes do concurso.

Para participar do concurso, basta entrar no site www.ediouro.com.br, escolher um livro e responder: “Por que ele mudou sua vida?”.


Cada um dos autores das três respostas mais criativas vai receber 60 livros, mais a assinatura por um ano da revista História Viva. E as três bibliotecas que indicarem vão ganhar, cada uma, 210 livros.

Além disso, a biblioteca mais indicada entre todos os participantes do concurso também vai receber 210 livros.


Caso já tenha  sido agraciada devido à indicação de um dos três vencedores, a segunda mais citada levará o prêmio.

No total, 36 bibliotecas foram pré-listadas. o participante do concurso pode indicar qualquer outra, desde que atenda às especificidades estabelecidas no regulamento.


As inscrições tiveram início em 18/5/2010 e seguem até 7/6/2010.

Participem...

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14 maio 2010

Uma foto (quase) premiada.

. 14 maio 2010
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Está rolando um concurso ai, lá no site da Uol.
Sobre ele não sei muita coisa, mas que ele vai premiar uma foto, isso eu sei que vai.
E é justamente por isso que estou aqui hoje, para fazer uma indicação a vocês.

Sei que muitos leram, ouviram, ou até mesmo viram as notícias sobre as chuvas em Rio Preto, uma cidade no interior de São Paulo, que há muitos sofre com as enchentes.
Em uma dessas enchentes, lá estava o fotógrafo do BOM DIA, em meio ao rio que descia pela avenida Andaló, uma cena chamou a atenção dele, que começou a disparar.

Um dos cliques resultou nessa foto, que correu o mundo todo e está entre as 79 imagens selecionadas.

Os dois homens, são hoje, são considerados heróis.
A mão que surge do meio da correnteza é de uma mulher, que agora não me vem o nome na cabeça.

Ela está viva.

Pessoal, vamos votar nesta foto e divulgar o link para que outras pessoas votem.

Votem aqui.

Não sei quando sai o resultado, mas enquanto der para votar, vamos votar.
Só é compotado um voto por computador, isso dificulta um pouco as coisas, mas divulgem para seus amigos, parentes e digam a eles que passem para frente.

Vamos fazer meio que uma corrente.

Obrigada a todos que votaram e divulgaram.


Para votar, clique aqui e vá direto para a foto.

Um beijo da Jana Moraes.

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08 maio 2010

Heath Ledger vive em "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"

. 08 maio 2010
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Claro que “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus” deve chamar a atenção por ser o último filme da carreira do jovem e talentoso Heath Ledger, morto em 2008. Mas, felizmente, o longa não é só isso. Trata-se de um filme com os pés fincados na fantasia, com características bastante peculiares e, por que não, encantadoras. Se universos, digamos, “alternativos”, estão na moda por causa do oba-oba em torno da “Alice” de Tim Burton, o novo filme de Terry Gilliam surge como a cereja do bolo.

No longa, dr. Parnassus (Christopher Plummer) é um homem com mais de três mil anos. Ele lidera um grupo de teatro mambembe que tenta sobreviver numa época quando as pessoas não se interessam mais por histórias. Em Londres, a trupe composta por sua filha Valentina (Lily Cole); Percy (Verne Troyer); e Anton (Andrew Garfield), encena o mundo imaginativo de Parnassus, que realmente existe através do espelho aparentemente cenográfico instalado no centro de seu palco. Sua moldura, no entanto, é passagem para a imaginação não do protagonista, mas do próprio cidadão que ousa ultrapassar a fronteira entre a realidade e a mente, tão cheia de ilusão truques e armadilhas. Mas o grande desafio de Parnassus é ganhar uma aposta feita há muito, muito tempo com Nick (o cantor Tom Waits), também conhecido como o Diabo.

Chama a atenção a maneira como o roteiro encontrou para suprir a ausência de Ledger, que faleceu antes de concluir as filmagens. Intérprete de Tony, o ator ganha o “reforço” de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que se revezam com Ledger no papel. À primeira vista estranho, o revezamento é justificado no roteiro como sendo efeito das viagens através do mundo do espelho. Além de ser uma explicação totalmente coerente com a trama, o recurso também funciona como uma homenagem póstuma ao ator. Em entrevista à revista Preview, o diretor Terry Gilliam disse que se emocionou quando Depp, Law e Farrell toparam substituir o ator e salvar o filme, e achou ótimo ter podido ter os quatro atores como Tony. “Nunca tinha ouvido falar de nada parecido com o que eles fizeram. De três atores do time A salvarem o filme de seu amigo e dar todo o dinheiro que ganharam para a filha dele. É extraordinário. Mas diz muito sobre o quão importante Heath era para as pessoas. Ele realmente era muito especial. Foi simplesmente incrível”, declarou.

Estética e ação belíssimos, trama intrigante e desafiadora, “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus” não é daqueles filmes que agradam a todos. Porém, aos que buscam um programa diferenciado para o final de semana, sem dúvidas taí uma excelente sugestão.

André Santana

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05 maio 2010

Temporada final de "Toma Lá Dá Cá" em DVD

. 05 maio 2010
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A GloboMarcas (http://www.globomarcas.com/) continua apostando no lançamento de DVDs de atrações da Globo. Ótimo, uma bela maneira para colecionadores e fãs poderem guardar seus programas preferidos. Porém, fã que é fã quer guardar TODO o programa, e não episódios escolhidos sei-lá-por-quem. E o braço comercial da Globo parece não entender isso. Como a emissora vem apostando em séries com temporada de poucos episódios, os boxes acabam vindo completos. Mas, quando se trata de uma série maior, a coisa complica.

Digo isso porque acaba de ser lançado o pack da última temporada de "Toma Lá Dá Cá". A série de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa ficou no ar entre agosto de 2007 a dezembro de 2009, somando três temporadas e 92 episódios. Fã que é fã adoraria ter todos os 92 episódios, certo? Mas o lançamento não traz nem, ao menos, a última temporada completa. Segundo a assessoria da GloboMarcas, o produto contém os "dez episódios mais marcantes da temporada final, incluindo o episódio final 'A Caminho das Estrelas'". Episódios mais marcantes? Para quem?

Dirigida por Cininha de Paula, sob direção de núcleo de Roberto Talma, "Toma Lá Dá Cá" conta as peripécias de duas famílias peculiares que moram no fictício condomínio Jambalaya. Em um apartamento moram Mário Jorge (Miguel Falabella), Celinha (Adriana Esteves), Copélia (Arlete Salles) e Adônis (Daniel Torres). Na porta ao lado, moram Arnaldo (Diogo Vilela), Rita (Marisa Orth), Isadora (Fernanda Souza) e Tatalo (George Salima). A empregada Bozena (Alessandra Maestrini) se divide entre um e outro cenário, assim como a síndica Álvara (Stela Miranda) e dona Deise Coturno (Norma Bengell). As vidas de todos os personagens se cruzam o tempo todo.

No entanto, a temporada final de "Toma Lá Dá Cá" esteve longe de ser o que a série, de uma maneira geral, foi. Na última fase, os personagens passaram por mudanças de personalidade e se tornaram todos golpistas e ambiciosos. Se no início havia um respeito à "quarta parede", até para evitar comparações com o "Sai de Baixo", no final a série adotou um tom metalinguístico. E a coisa foi degringolando até chegar ao final non sense e surreal, quando os protagonistas embarcam num disco voador e deixam o condomínio para sempre.

Mas a série deixou coisas boas. Seu Ladir, vivido por Ítalo Rossi, caiu nas graças do público na segunda temporada (também disponível em DVD... mas, claro, somente com dez "episódios marcantes"...) e seu bordão "é mara!" é repetido até hoje. Outra herança é o talento da atriz Alessandra Maestrini, a empregada Bozena, que diverte com suas caras e bocas e seu bordão "lá em Pato Branco...". No ar na novela "Tempos Modernos", em que vive a cantora de ópera Ditta, a atriz mostra toda a sua versatilidade e que veio para ficar. Que bom!

No mais, a temporada final de "Toma Lá Dá Cá" é bom pra quem é fã e só. Final melancólico de uma série de trajetória irregular.

André Santana

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01 maio 2010

Woody Allen de volta à Nova York

. 01 maio 2010
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Já disseram que Woody Allen faz sempre o mesmo filme. Pois eis que surge mais um deles, saído do forno e estreando nos cinemas de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Dando um tempo de sua fase européia (do qual, devo dizer,sou fã de "Vicky Cristina Barcelona"), o cineasta volta a Nova York em "Tudo Pode dar Certo".

O longa gira em torno de Boris Yellnikoff (Larry David), o famoso "cara chato". Do alto de sua rabugice, este ex-professor da Universidade de Columbia se considera ser o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo, e cultiva o hábito de insultar seus alunos de xadrez. Até que, num belo dia, bate à sua porta a jovem Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma sonhadora garota que se vê em maus lençóis e já nem tem onde passar a noite na cidade de Nova York. Surpreendendo a si mesmo com a súbita compaixão, Boris acolhe a jovem, que vai ficando, ficando, ficando...

A partir daí, a trama explora as diferenças entre esses dois ricos personagens. Enquanto Boris tem uma visão amarga e pessimista da vida, já tendo até tentado se matar por considerar a esposa perfeita demais, Melodie foi criada dentro do cristianismo, é conservadora e nutre um otimismo ingênuo desdenhado por Boris. Da diferença, surge um improvável relacionamento.

Outro ponto interessante da obra surge quando os pais de Melodie aparecem. O casal Marietta (Patricia Clarkson) e John (Ed Begley Jr) surgem, um de cada vez, e são transformados pela cidade de Nova York.

Em "Tudo Pode dar Certo", Allen, mais uma vez, constroi uma crônica de amores, esperança e a falta dela, com uma certa dose de melancolia e humor, além claro, de belas explorações do cenário.

André Santana

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28 abril 2010

"Turma da Mônica" de volta à TV Globo

. 28 abril 2010
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TV aberta brasileira tem dessas coisas. Enquanto na TV paga já existe uma oferta considerável de animações brasileiras, a TV aberta aposta sempre nas animações estrangeiras. Não que isso seja ruim, afinal, os fãs de um bom desenho querem, antes de mais nada, qualidade, e isso independe do país de origem da série. Mas constatar que a TV fechada é mais aberta que a TV aberta não deixa de ser uma inversão de valores, no mínimo, curiosa.


Felizmente, a coisa parece caminhar para uma melhora. No início do ano, o CAFÉ acompanhou o AnimaTV, festival de animação nacional promovido pela TV Brasil e TV Cultura, que exibiu vários pilotos de séries animadas nacionais e escolheu dois deles para se tornarem séries completas. "Tromba Trem" e "Carrapatos e Catapultas" são os nomes das animações vencedoras. Agora, é a Globo quem, mais uma vez, vai apostar nas animações dos mais famosos personagens das HQs nacionais: a "Turma da Mônica", de Mauricio de Sousa.

Na última segunda-feira, 26, o cartunista e a emissora avisaram que fecharam nova parceria para a exibição das mais diversas animações dos Estúdios Mauricio de Sousa. Com duração de três anos, o contrato prevê exclusividade de desenhos, filmes e vinhetas dos personagens das histórias em quadrinhos. Já estão garantidas, até o momento, quase 10 horas de aventuras.


Além de animações clássicas, vão ao ar produções inéditas na TV aberta protagonizadas por Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Também estão sendo criados episódios do Astronauta (que deve ser feita para se assistir em 3D, com óculos), da Turma do Penadinho (feita em animação 3D, de visual lindíssimo) e da Turma da Mônica Jovem (que deve ter características de animação japonesa). As produções farão parte de uma faixa de programação das manhãs de sábado da Rede Globo, que tem previsão de estreia para o início de julho. “Durante as férias, a criançada já poderá assistir aos desenhos. A qualidade da obra do Mauricio de Sousa é inquestionável e sucesso há gerações. Com certeza, é uma forma de valorizarmos a produção nacional deste segmento ao levar este conteúdo para milhões de telespectadores”, afirma José Luiz Bartolo, diretor de Licenciamento da TV Globo.

Mauricio de Sousa, que há tempos almejava levar seus personagens à TV aberta brasileira, comemorou o novo acordo. “Estávamos namorando há algum tempo. Este é só o começo de um ótimo casamento. Vamos fazer diferença nas manhãs de sábado. A parceria entre duas lideranças como a TV Globo e a Turma da Mônica é algo para se brindar. Com muitos Plim-Plins!", disse.

Não é a primeira vez que a Globo e os Estúdios Mauricio de Sousa são parceiros. Em 1999, um acordo previa a exibição de desenhos animados e a produção de um programa com os personagens da Turma da Mônica. Na época, uma série com episódios de um minuto foi exibida dentro do programa infantil "Angel Mix", de Angélica. Em 2000, uma nova série, com episódios de dois minutos, foi lançada dentro de "Bambuluá". Além dos desenhos, o infantil exibia uma série de "Turma do Penadinho" com fantoches representando os personagens, e "Jotalhão Campeão", em que um boneco do "elefante mais amado do Brasil" apresentava dicas esportivas. No entanto, o programa solo e a série animada com episódios maiores ficou só na promessa. Apenas alguns poucos episódios com sete minutos foram ao ar. Anos depois, a "Turma da Mônica" migrou para o Cartoon Network, tendo seus desenhos exibidos nas manhãs de domingo.


Carente de programas infantis de qualidade (aliás, nem sem qualidade tem...), a TV brasileira ganha com o acordo. A parceria deve fomentar a produção nacional de animação, enriquecer a programação infantil da TV Globo e deixar felizes as crianças de todas as idades (como este jornalista!) que cresceram lendo os gibis e até hoje apreciam a obra de Mauricio de Sousa.

André Santana

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14 abril 2010

Globo lança séries e aposta em temas variados

. 14 abril 2010
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A Globo lançou sua nova programação na semana passada e, como já é de praxe, as novidades de fato são as séries de temporada. É bom ver o esquema “poucos episódios/renovação constante” tornando-se tônica da grade da emissora, pois assim nós, espectadores, temos novidade o ano todo.

No ano passado, a emissora já havia acertado ao não apostar mais somente em comédias, com as estreias de “Força-Tarefa” e “Tudo Novo de Novo”. A variedade de gêneros permanece em 2010, com a volta do seriado policial e a estreia de “A Vida Alheia”.

Ao que tudo indica, “Força-Tarefa” voltou inspirado. Sem mais nenhum compromisso em apresentar personagens e situações, a nova temporada da série focou direto no caso da semana e na vida do tenente Wilson. O episódio de estreia contou com boas cenas de investigação, ação na medida (nem demais, nem de menos) e soube explorar bem os conflitos do personagem de Murilo Benício. Se sua relação com Jacque já era motivo de reflexão diante de seu trabalho de risco, a coisa fica pior quando ele descobre que ela está grávida. Destaque para o final do episódio, em que a relação entre Wilson e Jacque fica em aberto. Séries brasileiras estão, aos poucos, percebendo a importância de um “arco de trama” bem definido e do poder de um bom cliffhanger.


Já “A Vida Alheia” trouxe uma proposta bem interessante. Mesmo com sua gritante “inspiração” em “Dirt”, a série de Miguel Falabella traz uma premissa que talvez não seja compreendida por toda a audiência. Estaria a TV brasileira, finalmente, indo à busca da segmentação? Seria uma boa. A série não foi unanimidade, muita gente torceu o nariz, mas a verdade é que ela ainda pode render muito. Ao mostrar a redação de uma revista de fofocas que faz de tudo por um furo, incluindo aí atitudes pouco ortodoxas e até fora-da-lei, “A Vida Alheia” torna-se uma sátira do próprio meio ao qual está inserida, e é isso que a torna atraente. E o que poderia ser apenas uma comédia satírica tornou-se uma dramédia de inúmeras possibilidades. Já sou fã de Alberta “Peçonha”, mesmo que Claudia Jimenez tenha exagerado um pouquinho no tom blasé.

Mas, claro, as comédias de fato não faltaram. “SOS Emergência” foi a primeira e a mais fraca das estreias. A ideia de se fazer comédia num hospital é ótima, vide “Scrubs”, mas o resultado final não foi dos melhores. Ficou parecendo uma série de pequenas esquetes unidas e cheias de piadas batidas e previsíveis. Faltou explorar melhor os personagens e suas características, afinal, o elenco é ótimo! “Separação?!” se deu melhor. Alexandre Machado e Fernanda Young tem um estilo único e já consagrado, e é bom vê-los explorando novamente as situações de um relacionamento. Comédia de fácil identificação, e que conta ainda com um narrador irônico e divertido. Débora Bloch e Vladimir Brichta também aparecem em total sintonia na pele de Karin e Agnaldo.

A emissora prepara ainda mais séries a estrear ao longo do ano, como outro policial, de Antonio Calmon, e um drama, de João Emanuel Carneiro, além da merecida volta de “Aline”. Só uma pena que o especial “Programa Piloto”, parece, não se tornará uma série regular. Merecia.


Não se perca:
 
"SOS Emergência" - domingos, depois de "Fantástico"
"Força-Tarefa" - terças, depois de "Casseta & Planeta"
"A Vida Alheia" - quintas, depois de "A Grande Família"
"Separação?!" - sextas, depois de "Globo Repórter"
 
André Santana

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10 abril 2010

“Uma Noite Fora de Série”: dois pesos-pesados da TV juntos no cinema

. 10 abril 2010
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Neste final de semana, a ordem é ir ao cinema para rir! É impossível resistir ao cartaz de “Uma Noite Fora de Série”, longa que reúne, arrisco dizer, os principais expoentes da comédia na televisão americana na atualidade. Nada menos que Steve Carrell, o chefe mala de “The Office”, e Tina Fey, a produtora nerd sem noção de “30 Rock”, estão juntos! Só essa união explosiva já vale o ingresso e a pipoca.

Em “Uma Noite Fora de Série”, Steve Carrell e Tina Fey são Phil e Clara, um casal cuja vida se encontra num marasmo desesperador. Para resgatar o clima romântico da relação, eles planejam uma noite especial, com direito à produção caprichada e passeio romântico em Manhattan. Porém, ao serem confundidos com outras pessoas, os dois se veem às voltas com dois bandidos e partem para uma alucinante aventura, cheia de situações absurdas e, por isso mesmo, divertidas.

A ideia genial de reunir Carrell e Fey num mesmo longa partiu do diretor Shawn Levy, de “Uma Noite no Museu”, que assina a direção de “Uma Noite Fora de Série”. Os dois atores foram receptivos à ideia, desde que ambos aceitassem. Ou seja, aceitaram e foram! Levy declarou que, com esta dupla, ficou à vontade para deixá-los igualmente à vontade e improvisar sobre a situação do roteiro. O resultado é Steve Carrell e Tina Fey dando o melhor de suas performances. O filme conta ainda com Mila Kunis, Leighton Meester, Mark Wahlberg, James Franco, Mark Ruffalo, Kristen Wiig, Ray Liotta, Olivia Munn e Taraji P. Henson.

Steve Carrell já vem se tornando o queridinho das comédias americanas. Protagonizou os divertidos “Agente 86” e “A Volta do Todo-Poderoso”, além de continuar dando expediente como Michael Scott, o inconveniente gerente regional de escritório da empresa Dunder Mifflin Paper Company, em “The Office”, uma das melhores comédias em cartaz na TV americana. Já Fey ficou famosa pela sua participação em “Saturday Night Live”, onde foi roteirista-chefe, e é a criadora de “30 Rock”, comédia bastante apreciada pela crítica, e que foi inspirada na própria experiência de Fey como roteirista e comediante. Contracenando com Alec Baldwin, ela dá vida à Liz Lemon, produtora e roteirista de um programa de humor.


André Santana

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07 abril 2010

Diversão garantida em sexto ano de "Two and a Half Men"

. 07 abril 2010
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Entre as poucas sitcoms de formato tradicional que se destacam, a principal delas é, sem dúvidas, "Two and a Half Men", também conhecida como "Dois Homens e Meio". E a razão do sucesso é das mais simples: um bom roteiro que funciona, humor calcado na identificação pelo exagero, e um trio de protagonistas em total sintonia. Mesmo com as polêmicas envolvendo o nome do ator Charlie Sheen ultimamente, é inegável o poder de sedução de seu personagem, o solteirão convicto e engraçado Charlie, e sua relação com o irmão quadrado Alan (Jon Cryer) e o sobrinho Jake (Angus T. Jones).

"Two and a Half Men" explora a convivência entre essas três figuras tão distintas. Enquanto o autor de jingles Charlie leva a vida numa boa em sua bela casa de praia, sem maiores preocupações, o massagista Alan é todo certinho, metódico e apaixonado pela ex-mulher. Enquanto isso, Jake, o filho de Alan, parece ser a pessoa mais ajustada e equilibrada da casa. Outros personagens recorrentes são Evelyn (Holland Taylor), a alucinada mãe de Charlie e Alan; Rose (Melanie Lynskey), uma vizinha maluca; e a divertida empregada Berta (Conchata Ferrel).

O DVD com os episódios da sexta temporada da série já está disponível e conta com ótimos momentos, regados a muita paixão. Primeiro, Charlie se re-encontra com uma ex-namorada que tem um filho muuuuito parecido com ele. Tensão à vista! Depois, o mulherengo ainda ajuda uma outra ex, que se tornou stripper. E ainda, de quebra, se acerta de vez com Chelsea (Jennifer Taylor). Enquanto isso, Alan fica com a ex-mulher Judith (Marin Hincle), numa recaída que renderá bons e inusitados momentos. E já que o amor está no ar, até o já adolescente Jake deve se arranjar, engatando seu primeiro romance com a filha do vizinho.

A sexta temporada de "Two and a Half Men" conta ainda com a participação do ator Emilio Estevez, irmão de Charlie Sheen, que dará as caras num episódio vivendo um amigo de farra de Charlie. É a arte imitando a vida, afinal...

Boas e novas situações de uma das melhores comédias da atualidade são os ingredientes da sexta temporada de "Two and a Half Men". Lançamento da Warner.

André Santana


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03 abril 2010

"Os Famosos e os Duendes da Morte" discute o real e o virtual

. 03 abril 2010
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As barreiras de uma vida inventada e uma vida real são tema de "Os Famosos e os Duendes da Morte", longa nacional que entra em cartaz nesta semana em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Trata-se da estreia de Esmir Filho, conhecido por dirigir curtas, no comando de um longa metragem.

O filme conta a história de um jovem (Henrique Larré), que não tem nome, e é totalmente alheio ao mundo que o cerca. Sua janela para o mundo é a tela de seu computador, na frente da qual passa todo o seu tempo. Seus amigos são os virtuais, e sua vida sob pseudônimo Mr. Tambourine Men tem mais peso que a realidade. O jovem é morador de uma pequena cidade de colonização alemã, onde suicídios são muito comuns. Assim, vive dentro de sua melancolia, enquanto ouve Bob Dylan, seu cantor favorito, e convive com fantasmas, reais ou imaginários, que o perseguem.

A situação pode mudar quando surge uma oportunidade para o jovem sair de dentro de seu universo: um show de Bob Dylan em São Paulo. Encorajado por um "amigo virtual", o jovem desenvolverá uma luta interna para deixa sua zona de conforto, que não é tão confortável assim. O filme explora as dificuldades latentes e comuns aos seres humanos, da escolha entre ganhar o mundo ou manter-se estável.

Em "Os Famosos e os Duendes da Morte", que foi o grande vencedor do Festival do Rio no ano passado, o diretor Esmir Filho ("Saliva", "Alguma Coisa Assim", além do sucesso da Internet "Tapa na Pantera") passa boa parte do tempo estabelecendo um clima, delineando personagens e retratando suas angústias. Baseado no livro homônimo de Ismael Caneppele, que também é corroteirista e interpreta o personagem Julian no longa.

André Santana

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31 março 2010

"Apenas o Fim": uma câmera e uma ideia

. 31 março 2010
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Uma pirotecnia e uma firula no cinema sempre diverte. Isso não quer dizer que firulas e pirotecnias são necessárias. Boas ideias podem ser absolutamente simples. Uma prova disso é o filme nacional "Apenas o Fim", disponível em DVD. Um filme de Matheus Souza, resultado de um projeto de alunos do curso de cinema da PUC-Rio, contando com o apoio do Departamento de Comunicação Social da faculdade.

O filme mostra, basicamente, um diálogo entre dois namorados. A moça, bonita e cheia de atitude, diz que vai embora e que eles tem uma hora para acertar os ponteiros. Ele, típico nerd. Começa a conversa. Os dois falam de tudo, num papo com referências imediatas à cultura pop. Nada muito profundo, mas que impressiona pela naturalidade e não deixa de ser interessante. E a narrativa se divide. Há o lado colorido, no câmpus, onde rola a DR. E há o lado preto e branco, na cama, que mostra situações passadas.

Gregório Duvivier, que integra a nova geração de humoristas nos palcos do teatro de comédia de improviso e com participações em TV, como "O Sistema", e cinema, como "Mulher Invisível"; e Érika Mader, apresentadora do "Lugar (In)Comum" e que integrou o elenco de "Paraíso Tropical", da Globo, encabeçam o elenco. E o fazem muito bem. Totalmente à vontade, fica fácil embarcar na conversa deles. E "Apenas o Fim" ainda tem suas "pontas de luxo", com Marcelo Adnet, Nathalia Dill, Anna Sophia Folch, Álamo Faço e Júlia Gorman.


Segundo a revista Preview, o cineasta Matheus Souza tinha 19 anos e estava no quinto período do curso de cinema quando decidiu escrever e dirigir "Apenas o Fim". A ideia do filme surgiu durante suas férias e a execução só foi possível com o apoio da faculdade, que cedeu o campus para as filmagens. Rodado em 12 dias, "Apenas o Fim" contou com uma produção composta por 30 colegas de Souza. O mais interessante foi a maneira encontrada para levantar fundos e pagar técnicos e equipamentos: a equipe rifou uma garrafa de uísque oito anos fornecida pelo pai de um dos alunos. Bela história, não?

André Santana

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17 março 2010

"Ó Paí, Ó": 2ª temporada em DVD

. 17 março 2010
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Algumas coisas funcionam melhor na TV que no cinema. "Ó Paí, Ó" é uma dessas coisas. O filme estrelado pelo grupo de teatro Olodum tem seus méritos, mas a série feita para a TV é bem mais interessante. Já emplacou duas temporadas numa coprodução entre a Rede Globo e Dueto Filmes e uma terceira está à caminho. Enquanto ela não chega, a segunda temporada, exibida pela Globo no final do ano passado, acaba de ser lançada em DVD pela Globo Marcas e Som Livre.

A série aborda o cotidiano dos moradores de um animado cortiço no Pelourinho. Neste segundo ano, a novidade é que os episódios, apesar de terem seu começo, meio e fim, abordam um único fio condutor: a ameaça de despejo dos moradores. "Ó Paí, Ó" brinca com o fanatismo religioso ao mostrar Queixão (Matheus Nachtergaele) como líder de uma nova igreja dentro do prédio do cortiço.

No primeiro capítulo, os moradores do cortiço passam por um sufoco: o prédio está na iminência de desabar. No segundo episódio, com a participação especial de Deborah Secco, o Pelourinho se agita com as filmagens de um longa-metragem. No terceiro, Roque conhecerá a empresária Patrícia (Luana Piovani), que lhe prometerá contrato com uma gravadora e, consequentemente, o estrelato. No quarto e último episódio, Roque e Dandara (Alice Nepomuceno) têm um filho e, paralelamente a isso, o futuro do cortiço fica ameaçado.

Nesta segunda temporada, o roteirista João Falcão se junta a Guel Arraes e Adriana Falcão no texto, e a direção é de Monique Gardenberg e núcleo de Guel Arraes. "A marca maior de 'Ó Pai, Ó' é o deboche. Mesmo diante de situações limites, nossos personagens não perdem o humor, riem da própria desgraça. Este aspecto foi o que mais me atraiu, pois não consigo imaginar um Brasil de baixo astral. Nosso povo é musical, sensual, cheio de vida, sem vocação para a desesperança. É esta vitalidade que a série traz para a tela", diz a diretora, Monique Gardenberg.

A segunda temporada de "Ó Paí, Ó" está à venda no portal Globo Marcas: http://www.globomarcas.com/ .

André Santana

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