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04 julho 2010

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres": páginas de mistério

. 04 julho 2010
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Stieg Larsson, autor da trilogia literária “Millennium”, era um workaholic inveterado. Trabalhava tanto que mal dormia. Para se manter atento e ativo, cultivava hábito pouco saudável: fumava 60 cigarros por dia. Não deu outra: morreu de infarto fulminante em 2004, aos 50 anos, e não chegou a presenciar o sucesso de sua obra literária. E os leitores não puderam conhecer mais da série “Millennium”, já que a ideia inicial de Larsson era escrever dez livros. Mas os três livros que compõem a série – “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar” – foram o suficiente para firmar o nome do jornalista sueco como um exímio romancista de mistério.

O primeiro volume, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, narra a saga do jornalista Mikael Blomkvist numa busca para desvendar uma trama escabrosa envolvendo a elite sueca. Ao seu lado está Lisbeth Salander, uma hacker esperta e cheia de truques, embora bastante perturbada. A dupla se envolve no caso quando Blomkvist é contratado por Henrik Vanger, dono de um império industrial que convive com o mistério envolvendo o desaparecimento de sua filha Harriet há 40 anos. A herdeira sumiu em 1966 e, desde então, o industrial tem recebido uma flor emoldurada, presente que costumava receber da filha sumida. O velho tem certeza que a filha foi assassinada, por isso chama Blomkvist para conduzir uma investigação particular.

O convite chega num momento complicado da carreira de Mikael Blomkvist. O jornalista está preocupado com a credibilidade de sua revista Millennium, pois acaba de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström. Assim, Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Porém, a investigação encontra resistência dentro da própria família Vanger. Com o auxílio de Lisbeth Salander, ele logo percebe que a trilha de segredos do clã industrial vem de muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet.

Os livros seguintes, “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”, exploram novos mistérios a serem desvendados por Mikael Blomkvist, sempre acompanhado de Lisbeth Salander. A série “Millennium” tornou-se um fenômeno literário mundial, tendo vendido cerca de 20 milhões de exemplares em mais de 40 países. O autor Stieg Larsson conduz a trama de sua série por variados aspectos da vida contemporânea, desde a corrupção no mercado financeiro, passando pela violência sexual e movimentos neofascistas.

Como já virou praxe, sucesso literário acaba ganhando as telas de cinema. Os três livros da série já ganharam uma versão cinematográfica e até uma série de TV na Suécia. O filme sueco baseado em “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” estreou em alguns cinemas brasileiros em maio deste ano. E Hollywood prepara-se para dar sua versão da saga de Mikael Blomkvist em longa que deve ser dirigido por David Fincher (de “Clube da Luta” e “O Curioso Caso de Benjamim Button”).

No Brasil, a série “Millennium” é publicada pela editora Companhia das Letras.

André Santana

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26 junho 2010

"Eclipse" e "True Blood": vampiros por todos os lados!

. 26 junho 2010
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Vampiros estão na ordem do dia. Seja na literatura, no cinema ou na TV, a febre das criaturas míticas bebedoras de sangue ressurgiu com força em meados de 2008 e, até hoje, transforma em ouro tudo o que toca. Não são poucos os exemplos do sucesso da temática dentro da indústria cultural. E a prova concreta de que a onda está longe do fim está nas próximas estreias, tanto na telinha quanto na telona. A terceira temporada da série “True Blood” começa no domingo, 27, na HBO, enquanto “Eclipse”, terceira parte da saga “Crepúsculo”, entra em cartaz nos cinemas do mundo todo na próxima quarta-feira, 30.

A saga “Crepúsculo” é a atual febre entre os filmes fantásticos voltados aos adolescentes. Baseado em série de livros de mesmo nome, da autora Stephenie Meyer, os longas contam a história de amor entre a jovem e humana Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson), um vampiro. Trata-se de um amor adolescente e impossível, visto que Edward precisa controlar sua sede de sangue quando está ao lado da amada. O primeiro longa, “Crepúsculo”, narra o início da complicada relação entre os dois. Já no segundo, “Lua Nova”, Edward sai de cena e Bella se aproxima de Jacob (Taylor Lautner), um jovem lobisomem.

Assim, em “Eclipse”, o triângulo amoroso entre a mortal, o vampiro e o lobisomem pega fogo, para deleite dos fãs ávidos pelos livros e filmes da saga. Os dois primeiros longas foram sucesso absoluto nos cinemas, arrecadando, respectivamente, U$ 408 milhões e U$ 709 milhões no mundo todo. A previsão da Paris Filmes, distribuidora do longa no Brasil, é que “Eclipse” alcance 7 milhões de espectadores nos cinemas nacionais.

Bem longe do universo jovem está “True Blood”, série sobre vampiros que leva a assinatura do canal pago HBO. Aqui, a temática é bem mais adulta e pesada, funcionando como uma metáfora sobre preconceito e intolerância. “True Blood” conta a história da garçonete telepata Sookie Stackhouse (Anna Paquin), que se apaixona pelo vampiro boa-praça Bill Compton (Stephen Moyer). A série se passa num momento em que os vampiros tentam se integrar aos humanos graças ao Tru Blood, sangue sintético criado por japoneses e que se tornam uma opção ao sangue humano. A difícil “socialização” entre vampiros e humanos é o mote para discussões sobre intolerância, seja ela racial, social, religiosa ou sexual. O sexo, aliás, é parte integrante da série, que não economiza nas cenas sensuais, e muito menos no humor negro e no sarcasmo.

A terceira temporada de “True Blood” vai dar mais detalhes sobre os poderes de Sookie, além de mostrar mais do passado de Sam Merlotte (Sam Trammel) e elucidar o mistério sobre o sequestro de Bill. Entre as novidades da nova safra está a presença de... lobisomens! Os homens-lobos surgirão para movimentar ainda mais a pequena Bon Temps, ao sul dos EUA. O ano três da série estreia neste domingo, 27, às 22h na HBO.

“True Blood” é baseada na série de livros “Sookie Stackhouse”, de Charlaine Harris. O responsável pela adaptação é Alan Ball, oscarizado pelo roteiro do longa “Beleza Americana”, de 1999, e criador da série “A Sete Palmos”. “True Blood” é a série de maior sucesso da HBO desde “Família Soprano”.

André Santana

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19 junho 2010

"Toy Story" e a vitória da animação

. 19 junho 2010
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15 anos depois de sua estreia nos cinemas, a animação “Toy Story” ganha uma terceira parte. “Toy Story 3” estreia nos cinemas brasileiros em 18 de junho, trazendo de volta os bonecos Woody e Buzz em novas aventuras e firmando a animação como um gênero cinematográfico não necessariamente atrelado ao universo infanto-juvenil.

Estranha tal afirmação em se tratando de um filme protagonizado por brinquedos, mas “Toy Story” é parte fundamental na evolução do cinema de animação como o conhecemos hoje. A produtora Pixar, ao se associar à Disney na produção de filmes animados em computação gráfica, tornou-se a grande responsável pelo boom da animação em 3D. O pioneiro “Toy Story” tornou-se referência e ditou moda, seja tecnologicamente ou na maneira de se pensar um roteiro. A própria Disney nunca mais foi a mesma depois da parceria (atualmente, a Pixar pertence à Disney), pois, ao perceber que seus filmes de animação tradicional já não causavam o mesmo impacto que suas produções em computação gráfica, tratou de interromper por um bom tempo a produção dos mesmos. O estúdio só voltou a apostar em animação tradicional com “A Princesa e o Sapo”, no ano passado.

A força dos filmes da Pixar não está somente na tecnologia empregada na execução dos longas. O roteiro de cada uma das produções é pensado de modo a atingir toda a família, com tramas originais e criativas, que mesclam emoção e humor, como explica John Lasseter, diretor de “Toy Story”. “Para nós, a trama precisa ter coração. E é uma das coisas mais difíceis. Como Walt Disney dizia, para cada risada deve haver uma lágrima. Eu sei que conseguimos ser engraçados e fazer filmes bonitos. Mas é o coração que conta”, disse, durante o festival de Cannes do ano passado.

Foi com este pensamento que filmes como “Procurando Nemo”, “Os Incríveis”, “Ratatouille”, “Wall-E” e “Up – Altas Aventuras” caíram nas graças do público e da crítica especializada, angariando prêmios e fortalecendo o mercado de animação.

Além de permitir que a Pixar continuasse evoluindo e produzindo filmes cada vez mais interessantes, “Toy Story” abriu caminho para que outras produtoras cinematográficas começassem a enxergar na animação um nicho rentável. Assim, filmes como “Shrek”, da Dreamworks, e “A Era do Gelo”, da Fox, arrastaram crianças, jovens e adultos para as telonas e tornaram-se séries cinematográficas de sucesso. E agora, com o lançamento de “Toy Story 3”, o futuro da animação deve seguir “ao infinito e além”, como profetizou Buzz Lightyear, o protagonista do longa.

André Santana

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08 maio 2010

Heath Ledger vive em "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"

. 08 maio 2010
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Claro que “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus” deve chamar a atenção por ser o último filme da carreira do jovem e talentoso Heath Ledger, morto em 2008. Mas, felizmente, o longa não é só isso. Trata-se de um filme com os pés fincados na fantasia, com características bastante peculiares e, por que não, encantadoras. Se universos, digamos, “alternativos”, estão na moda por causa do oba-oba em torno da “Alice” de Tim Burton, o novo filme de Terry Gilliam surge como a cereja do bolo.

No longa, dr. Parnassus (Christopher Plummer) é um homem com mais de três mil anos. Ele lidera um grupo de teatro mambembe que tenta sobreviver numa época quando as pessoas não se interessam mais por histórias. Em Londres, a trupe composta por sua filha Valentina (Lily Cole); Percy (Verne Troyer); e Anton (Andrew Garfield), encena o mundo imaginativo de Parnassus, que realmente existe através do espelho aparentemente cenográfico instalado no centro de seu palco. Sua moldura, no entanto, é passagem para a imaginação não do protagonista, mas do próprio cidadão que ousa ultrapassar a fronteira entre a realidade e a mente, tão cheia de ilusão truques e armadilhas. Mas o grande desafio de Parnassus é ganhar uma aposta feita há muito, muito tempo com Nick (o cantor Tom Waits), também conhecido como o Diabo.

Chama a atenção a maneira como o roteiro encontrou para suprir a ausência de Ledger, que faleceu antes de concluir as filmagens. Intérprete de Tony, o ator ganha o “reforço” de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que se revezam com Ledger no papel. À primeira vista estranho, o revezamento é justificado no roteiro como sendo efeito das viagens através do mundo do espelho. Além de ser uma explicação totalmente coerente com a trama, o recurso também funciona como uma homenagem póstuma ao ator. Em entrevista à revista Preview, o diretor Terry Gilliam disse que se emocionou quando Depp, Law e Farrell toparam substituir o ator e salvar o filme, e achou ótimo ter podido ter os quatro atores como Tony. “Nunca tinha ouvido falar de nada parecido com o que eles fizeram. De três atores do time A salvarem o filme de seu amigo e dar todo o dinheiro que ganharam para a filha dele. É extraordinário. Mas diz muito sobre o quão importante Heath era para as pessoas. Ele realmente era muito especial. Foi simplesmente incrível”, declarou.

Estética e ação belíssimos, trama intrigante e desafiadora, “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus” não é daqueles filmes que agradam a todos. Porém, aos que buscam um programa diferenciado para o final de semana, sem dúvidas taí uma excelente sugestão.

André Santana

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01 maio 2010

Woody Allen de volta à Nova York

. 01 maio 2010
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Já disseram que Woody Allen faz sempre o mesmo filme. Pois eis que surge mais um deles, saído do forno e estreando nos cinemas de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Dando um tempo de sua fase européia (do qual, devo dizer,sou fã de "Vicky Cristina Barcelona"), o cineasta volta a Nova York em "Tudo Pode dar Certo".

O longa gira em torno de Boris Yellnikoff (Larry David), o famoso "cara chato". Do alto de sua rabugice, este ex-professor da Universidade de Columbia se considera ser o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo, e cultiva o hábito de insultar seus alunos de xadrez. Até que, num belo dia, bate à sua porta a jovem Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma sonhadora garota que se vê em maus lençóis e já nem tem onde passar a noite na cidade de Nova York. Surpreendendo a si mesmo com a súbita compaixão, Boris acolhe a jovem, que vai ficando, ficando, ficando...

A partir daí, a trama explora as diferenças entre esses dois ricos personagens. Enquanto Boris tem uma visão amarga e pessimista da vida, já tendo até tentado se matar por considerar a esposa perfeita demais, Melodie foi criada dentro do cristianismo, é conservadora e nutre um otimismo ingênuo desdenhado por Boris. Da diferença, surge um improvável relacionamento.

Outro ponto interessante da obra surge quando os pais de Melodie aparecem. O casal Marietta (Patricia Clarkson) e John (Ed Begley Jr) surgem, um de cada vez, e são transformados pela cidade de Nova York.

Em "Tudo Pode dar Certo", Allen, mais uma vez, constroi uma crônica de amores, esperança e a falta dela, com uma certa dose de melancolia e humor, além claro, de belas explorações do cenário.

André Santana

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10 abril 2010

“Uma Noite Fora de Série”: dois pesos-pesados da TV juntos no cinema

. 10 abril 2010
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Neste final de semana, a ordem é ir ao cinema para rir! É impossível resistir ao cartaz de “Uma Noite Fora de Série”, longa que reúne, arrisco dizer, os principais expoentes da comédia na televisão americana na atualidade. Nada menos que Steve Carrell, o chefe mala de “The Office”, e Tina Fey, a produtora nerd sem noção de “30 Rock”, estão juntos! Só essa união explosiva já vale o ingresso e a pipoca.

Em “Uma Noite Fora de Série”, Steve Carrell e Tina Fey são Phil e Clara, um casal cuja vida se encontra num marasmo desesperador. Para resgatar o clima romântico da relação, eles planejam uma noite especial, com direito à produção caprichada e passeio romântico em Manhattan. Porém, ao serem confundidos com outras pessoas, os dois se veem às voltas com dois bandidos e partem para uma alucinante aventura, cheia de situações absurdas e, por isso mesmo, divertidas.

A ideia genial de reunir Carrell e Fey num mesmo longa partiu do diretor Shawn Levy, de “Uma Noite no Museu”, que assina a direção de “Uma Noite Fora de Série”. Os dois atores foram receptivos à ideia, desde que ambos aceitassem. Ou seja, aceitaram e foram! Levy declarou que, com esta dupla, ficou à vontade para deixá-los igualmente à vontade e improvisar sobre a situação do roteiro. O resultado é Steve Carrell e Tina Fey dando o melhor de suas performances. O filme conta ainda com Mila Kunis, Leighton Meester, Mark Wahlberg, James Franco, Mark Ruffalo, Kristen Wiig, Ray Liotta, Olivia Munn e Taraji P. Henson.

Steve Carrell já vem se tornando o queridinho das comédias americanas. Protagonizou os divertidos “Agente 86” e “A Volta do Todo-Poderoso”, além de continuar dando expediente como Michael Scott, o inconveniente gerente regional de escritório da empresa Dunder Mifflin Paper Company, em “The Office”, uma das melhores comédias em cartaz na TV americana. Já Fey ficou famosa pela sua participação em “Saturday Night Live”, onde foi roteirista-chefe, e é a criadora de “30 Rock”, comédia bastante apreciada pela crítica, e que foi inspirada na própria experiência de Fey como roteirista e comediante. Contracenando com Alec Baldwin, ela dá vida à Liz Lemon, produtora e roteirista de um programa de humor.


André Santana

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03 abril 2010

"Os Famosos e os Duendes da Morte" discute o real e o virtual

. 03 abril 2010
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As barreiras de uma vida inventada e uma vida real são tema de "Os Famosos e os Duendes da Morte", longa nacional que entra em cartaz nesta semana em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Trata-se da estreia de Esmir Filho, conhecido por dirigir curtas, no comando de um longa metragem.

O filme conta a história de um jovem (Henrique Larré), que não tem nome, e é totalmente alheio ao mundo que o cerca. Sua janela para o mundo é a tela de seu computador, na frente da qual passa todo o seu tempo. Seus amigos são os virtuais, e sua vida sob pseudônimo Mr. Tambourine Men tem mais peso que a realidade. O jovem é morador de uma pequena cidade de colonização alemã, onde suicídios são muito comuns. Assim, vive dentro de sua melancolia, enquanto ouve Bob Dylan, seu cantor favorito, e convive com fantasmas, reais ou imaginários, que o perseguem.

A situação pode mudar quando surge uma oportunidade para o jovem sair de dentro de seu universo: um show de Bob Dylan em São Paulo. Encorajado por um "amigo virtual", o jovem desenvolverá uma luta interna para deixa sua zona de conforto, que não é tão confortável assim. O filme explora as dificuldades latentes e comuns aos seres humanos, da escolha entre ganhar o mundo ou manter-se estável.

Em "Os Famosos e os Duendes da Morte", que foi o grande vencedor do Festival do Rio no ano passado, o diretor Esmir Filho ("Saliva", "Alguma Coisa Assim", além do sucesso da Internet "Tapa na Pantera") passa boa parte do tempo estabelecendo um clima, delineando personagens e retratando suas angústias. Baseado no livro homônimo de Ismael Caneppele, que também é corroteirista e interpreta o personagem Julian no longa.

André Santana

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27 fevereiro 2010

"Simplesmente Complicado": alguém já cedeu!

. 27 fevereiro 2010
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Já que os conflitos de um romance entre um homem e uma mulher maduros renderam bons frutos em “Alguém Tem que Ceder” (aquele filme em que Jack Nicholson e Diane Keaton se apaixonam ao conviverem juntos numa casa de verão), a diretora Nancy Meyers voltou a apostar no filão em “Simplesmente Complicado”, longa que entra em cartaz neste final de semana no Brasil. Agora é a vez do delicioso trio Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin estar às voltas em um triângulo amoroso que, como o título em português já sugere, será bem complicado.

Jane (Streep) é uma mulher madura que demorou dez anos para superar a dor do final de seu casamento. Ela toca uma sofisticada padaria em Santa Barbara e já criou os três filhos maduros, e agora mantém uma boa relação com o ex-marido, o advogado Jake (Baldwim). Porém, no dia da formatura do filho de Jane e Jake, o ex-casal começa um affair. Mas as coisas são bem complicadas (não falei?), afinal Jake está agora num outro casamento, e já se tornou figura importante na vida do enteado Pedro. Além disso, Jane resolve reformar a casa e vê seu arquiteto Adam (Martin) se apaixonar por ela. Assim, ela vai questionar a própria maturidade diante da vida, enquanto vira o vértice de uma situação improvável.

Sim, a fórmula não foge muito do divertido “Alguém Tem que Ceder”. E parece nem ser essa a intenção. A ideia deve ter sido mesmo apostar no que deu certo e investir num típico romance cinematográfico hollywoodiano, em que as situações meio dramáticas e meio cômicas (e meio românticas...) vão se enfileirando até chegar ao clímax. Mesmo com cara de mais do mesmo, o filme vale o bilhete pelo trio central, que não decepciona. Afinal, Meryl Streep consegue fazer de qualquer personagem um grande personagem, enquanto Alec Baldwin parece cada vez mais engraçado desde que adotou aquela cara cínica que ostenta na série “30 Rock” (e ele ainda quer se aposentar... faz isso não, Baldwin!) e Steve Martin já tem mestrado e doutorado neste tipo de comédia de situação.

Além do trio central, vale a pena ficar de olho em John Krasinski, que vive Harley, o genro de Jane e Jake. Pra quem não ligou o nome à pessoa, Krasinski dá vida ao divertido Jim Halpert na série “The Office”, uma das melhores comédias em cartaz na TV americana atualmente (e liderada pelo impagável Steve Carrel). Pois é, “Simplesmente Complicado” reúne figurões de “30 Rock” e “The Office”... Pra você ver que a televisão também está bem servida quando o assunto é comédia. Mas isso é um outro assunto...

André Santana

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20 fevereiro 2010

"Um Olhar do Paraíso": a vida vista de cima

. 20 fevereiro 2010
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Dois pesos-pesados do cinema mundial se unem para oferecer um legítimo e eficiente drama sobre a efemeridade da vida e questões de família. Este é apenas uma das várias maneiras que se pode apresentar “Um Olhar do Paraíso”, longa dirigido por Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”) e produzido por Steven Spielberg, que entra em cartaz nos cinemas do Brasil.

O filme, ambientado nos anos 1970, narra a história da adolescente Susie (Saoirse Ronan, de “Desejo e Reparação”), uma garota bem nascida e bem criada por uma família convencional. No entanto, ela é vítima de um abuso sexual e morre, desencadeando uma série de situações que vai desfalecendo seu núcleo familiar. Do “purgatório”, ela passa a observar com angústia o sofrimento de sua família, alimentando sua vontade de vingança contra seu assassino (vivido por Stanley Tucci, que concorre ao Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel). Seu pai, Jack (Mark Wahlberg), ficará obcecado em descobrir quem é o assassino, enquanto sua mãe, Abigail (Rachel Weisz), não é capaz de lidar com o assunto. E chega Lynn (Susan Sarandon), mãe de Abigail, alcoólatra e com problemas com a filha, personagem tresloucada que trará a vida de volta à família.

“Um Olhar do Paraíso” é uma adaptação do livro “Uma Vida Interrompida – Memórias de um Anjo Assassinado”, de Alice Sebold. A autora ficou conhecida ao lançar sua autobiografia, intitulada “Sorte – Um Caso de Estupro”, em que relata seu trauma após ter sido vítima de abuso sexual aos 18 anos. Ela também é autora de “Quase Noite”, em que a personagem conta como planejou a morte de sua mãe. Sua obra se caracteriza pela prosa direta e por imprimir certo humor diante de temas tão delicados. Todos os seus livros foram lançados no Brasil.

De olho no Oscar

A semana também marca a estreia de alguns dos filmes que concorrem ao Oscar 2010 nas telonas brasileiras. Tem “Um Homem Sério”, de Joel e Ethan Coen, sobre Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg), um professor que vê sua mulher o trocando por um colega, e que tem uma família bem confusa: seu irmão Arthur (Richard Kind) mora em sua casa e dorme no sofá; seu filho Danny (Aaron Wolf) é um estudante problemático e rebelde; e sua filha Sarah (Jessica McManus) pega, frequentemente, dinheiro de sua carteira para fazer uma plástica no nariz. Uma carta anônima também ameaça sua carreira na universidade. Larry, então, decide pedir conselhos a três diferentes rabinos que poderão ou não ajudá-lo, diante de tantos problemas. Além da indicação de Melhor Filme, está no páreo pela estatueta de Melhor Roteiro Original.

Em “Educação”, de Lone Scherfig, narra-se a transição da jovem Jenny (Carey Mulligan) da adolescência à idade adulta, na Grã-Bretanha no início dos anos 1960, na passagem do período ultrarrígido que se seguiu à Segunda Guerra Mundial para a década liberal que viria a seguir. Ela é uma aluna brilhante, dividida entre estudar para conseguir uma vaga em Oxford ou seguir pela alternativa mais excitante oferecida por um homem mais velho e carismático. Além do Oscar de melhor filme, o longa concorre por Melhor Atriz (Carey Mulligan) e Melhor Roteiro Adaptado.

Post sobre Oscar com informações do Cineclick

André Santana

Quer conhecer a obra de Alice Sebold, autora de “Uma Vida Interrompida – Memórias de um Anjo Assassinado”? Visite o site da Livraria Cultura (link ao lado).

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13 fevereiro 2010

"O Amor Segundo B. Schianberg": das telinhas para a telona

. 13 fevereiro 2010
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Dizem que cinema no Brasil ainda tem cara de novela de TV. O que não deixa de ter suas verdades, sobretudo se considerarmos produções da Globofilmes, que reúne diretores e atores sempre vistos nas novelas da TV Globo. No entanto, é inegável que o cenário brasileiro é bem mais favorável às produções televisivas, onde temos know how e uma estrutura bem maior ao ser comparada com nossa produção cinematográfica. Daí, podemos considerar até natural que um produto feito para a televisão acabe chegando aos cinemas. "O Auto da Compadecida" deve ser o principal exemplo disso. Porém, já nos acostumamos a ver filmes chegarem à TV, mas produções de TV chegando aos cinemas ainda são mais raros.

Engrossando esta pequena lista está "O Amor Segundo B. Schianberg", uma produção de Beto Brant (de "O Invasor") para o projeto "Direções III", exibida pela TV Cultura, que agora estreia nos cinemas. Exibida em julho do ano passado em formato de minissérie em quatro capítulos, a produção foi chamada de tediosa e pretensiosa pela crítica. Agora na tela grande, é a chance da obra se livrar de certas "gorduras" apresentadas na TV e finalmente mostrar algo mais além que uma pretensão irreal.

O longa mostra o experimento de um psicanalista (o doutor Benjamin Schianberg, do qual só ouvimos a voz), que propõe a Gala (Marina Previrato), uma videoartista, a se relacionar com um ator, Felix (Gustavo Machado) durante três semanas, filmando o dia-a-dia deles como se fosse um reality show. A ideia é estudar o comportamento amoroso. O espectador entende que se trata de uma análise de observação através da voz do doutor (de Felipe Ehrenberg), cujas anotações surgem na tela em determinados momentos. Enquanto a análise é feita, observamos a convivência entre o casal, que conversa sobre os assuntos mais banais, filosofam, dormem e se amam. Takes fora de quadro aumentam a sensação de "espionagem", e a luz natural (ou falta dela) reforça o ambiente de realidade.

E não é à toa. "O Amor Segundo B. Schianberg" foi realizado de modo o mais próximo possível do real. Os atores improvisaram os diálogos a partir da sinopse das cenas, em um esquema de gravação em que ambos ficaram semiconfinados num apartamento na Aclimação, em São Paulo. Terminadas as gravações, o diretor Beto Brant buscou uma história em meios às mais de 150 horas de material bruto gravado.

O resultado realmente impressiona. O espectador é levado a "deduzir" que está diante de um experimento científico, pois isso não é mostrado na trama. Em alguns momentos, se vê diante de conversas banais e tediosas. A força de atração se dá mais pela situação de poder que a condição de "espião" confere ao espectador do que a ação retratada (ou a falta dela). Assim, "O Amor Segundo B. Schianberg" se mostra irregular, pois o ar de cotidiano aparece, em alguns momentos, enfadonho. Estranhamente interessante, muito mais pela proposta que o resultado em si.

"O Amor Segundo B. Schianberg" é baseado no personagem Benjamin Schianberg, do livro "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", do escritor Marçal Aquino (roteirista dos filmes "O Invasor" e "Ação Entre Amigos", e da série global "Força-Tarefa").

André Santana

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30 janeiro 2010

Mandela prega a paz em "Invictus"

. 30 janeiro 2010
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Clint Eastwood é um dos mais importantes diretores do cinema mundial e em seu novo filme, "Invictus", ele mostra por que. Trata-se de um belo longa sobre um momento da trajetória de Nelson Mandela. Mais que uma biografia, o filme discute as possibilidades de igualdade racial.

"Invictus" acompanha o período em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador Francois Pienaar (Matt Damon) é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.

Mandela assume o governo da África do Sul rodeado pela violência, desemprego, pobreza, desvalorização da moeda e, principalmente, um ódio racista entre brancos e negros recém-saídos do regime do Apartheid, que transformou a África do Sul em vergonha mundial. Sua primeira posição como presidente é combater o ódio. Não pela força, mas buscando uma maneira prática de se buscar o perdão e se descobrir a igualdade do ser humano. Descoberta essa que se dará justamente pelo incentivo ao rugby, esporte capaz de unir brancos e negros em busca de tempos de tolerância e paz.

Mais um belo filme de Clint Eastwood, com mais uma brilhante performance de Morgan Freeman, simplesmente impecável como Mandela. "Invictus" entrou em circuito nacional de cinema na última sexta-feira, 29, e é um filme ótimo para refletir e se emocionar.

André Santana
(com informações do Cineclick)

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23 janeiro 2010

No aeroporto com George Clooney

. 23 janeiro 2010
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Como dizia aquela música, "mande notícias, o mundo de lá diz quem fica". A música se refere a uma estação e, seja ela ferroviária, rodoviária ou aérea, fato é que a estação não só rende belas palavras em poesias e músicas, mas também rende como cenários de grandes histórias. Até me lembro agora de "O Livro Amarelo do Terminal", da jornalista Vanessa Bárbara, que faz um belo retrato de tipos e situações da maior rodoviária de São Paulo. Além disso, não são poucos os filmes a explorar a riqueza do local. De cara, já vem em mente o delicioso "O Terminal", com Tom Hanks tentando voltar à Krakozhia.


Neste final de semana, uma das novidades do cinema também explora um aeroporto. E coloca em seu centro um personagem completamente desgarrado de todo e qualquer lugar, livre das relações humanas convencionais e, por isso, capaz de se sentir totalmente à vontade num aeroporto. Trata-se de "Amor Sem Escalas", comédia dramática que traz nas entrelinhas a máxima já conhecida de que "seria cômico, se não fosse trágico". Ou não.

O longa conta a história de Ryan Bingham, vivido por George Clooney, um homem orgulhoso de não criar raízes em lugar nenhum. Talvez por isso que ele seja um grande profissional, pois seu trabalho é demitir funcionários para cortar os gastos das empresas. Sem nenhum tipo de amarra social, não é tão difícil assim ser o porta-voz das más notícias. Ryan vive seus momentos de folga em quartos de hotel e dentro de aviões. Seus interesses amorosos estão espalhados pelas cidades onde esteve e o homem se encontra satisfeitíssimo com seu estilo de vida, praticamente vivendo dentro do aeroporto. Assim, seu maior sonho é conseguir dez milhões de milhas como passageiro e, deste modo, ser o oitavo homem no mundo a ter um belíssimo cartão vip. No entanto, Ryan se verá obrigado a rever certos valores ao se deparar com duas mulheres diferentes: a insegura assistente Natalie (Anna Kendrik) e a consultora Alex (Vera Farmiga).

Baseado em livro de Walter Kirn, "Amor Sem Escalas" é um filme de Jason Reitman, de "Juno" e "Obrigado por Fumar". O longa faz uma boa mescla entre drama e comédia e faz refletir sobre a efemeridade da vida num tempo de relações humanas cada vez mais desgastadas. Buscando fugir do óbvio quando possível, "Amor Sem Escalas" diverte e é uma boa opção para este final de semana nos cinemas.

André Santana

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16 janeiro 2010

Uma mãe em apuros no cinema

. 16 janeiro 2010
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Um filme simples, direto e charmoso. Assim é "Uma Mãe em Apuros", comédia protagonizada por Uma Thurman, que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros na última sexta-feira, 15.


"Uma Mãe em Apuros" apresenta Eliza Welch [Thurman], uma escritora de ficção, blogueira e mãe. O longa acompanha um dia na vida de Eliza, que está às voltas com os preparativos para a festa de aniversário de seis anos de sua filha. Ao mesmo tempo, ela precisa cuidar do filho mais novo e lidar com situações do cotidiano, como brigas para conseguir uma vaga no estacionamento ou a relação com outras mães num playground. E tem mais: Eliza publica uma confissão da melhor amiga em seu blog, o que lhe renderá dores de cabeça, além de ter que escrever uma redação de 500 palavras sobre o que a maternidade representa para ela pra um concurso.

A comédia não é daquelas de se soltar grandes gargalhadas. A graça maior está na identificação imediata do público com a protagonista, que é uma mulher comum contemporânea, que se divide entre o trabalho, os filhos e a família. O longa apóia-se na simplicidade para fazer um retrato moderno de cidadãos nova-iorquinos, que não difere muito do que é visto em diferentes grandes cidades do mundo todo.

"Uma Mãe em Apuros" tem direção e roteiro de Katherine Dieckmann, diretora conhecida pela realização de clipes musicais, entre eles dois do R.E.M: “Stand” e “Shiny Happy People”. Embora criada na agilidade videoclíptica, Dieckmann faz um filme leve, mais voltado à reflexão, que chegou a disputar o prêmio de Melhor Filme entre longas norte-americanos do Festival de Sundance em 2009. Divertido e eficiente!



André Santana

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09 janeiro 2010

Elementar: Sherlock Holmes repaginado nos cinemas

. 09 janeiro 2010
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Esqueça aquela imagem de sujeito com grande capa, cachimbo e que se utiliza unicamente da lógica para solucionar mistérios aparentemente insolúveis. O estereótipo do detetive criado pela figura quase mítica do personagem Sherlock Holmes, criado por Sir Arthur Conan Doyle, estendeu-se e é maior que a criatura em si, atingindo e influenciando outros detetives, em outras situações, mas sempre com aquela áurea de cérebro maquinando. Até o doutor House, da série famosa, tem um quê da criatura que é maior que seu criador.


Agora, chegou a vez de Guy Ritchie dar sua versão do detetive mais famoso do mundo. Aos que conhecem a obra de Doyle, ou até mesmo a versão de Jô Soares em "O Xangô de Baker Street", além dos outros filmes e séries já produzidos baseado no personagem, saiba que pouca coisa se manteve aqui. Em "Sherlock Holmes", longa que estreou na última sexta-feira, 8, em circuito nacional de cinema, estaremos familiarizados somente com a já clássica relação entre o detetive e seu fiel escudeiro, o famoso doutor Watson. A ideia do diretor de "Snatch - Porcos e Diamantes" e "Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes" é fazer de Holmes uma espécie de "herói". Aqui, não vale somente a incrível capacidade de dedução do personagem, mas também sua boa forma, que o permite correr, lutar, pular e outras estripulias dignas de um bom filme de ação. Holmes, mal comparando, é algo como uma mistura de James Bond e Indiana Jones.

Para tal missão, nada mais lógico que escalar um ator com estampa e tarimba para viver esse neo Sherlock Holmes. Assim, o filme acerta na escalação de Robert Downey Jr que, além de oferecer o físico e a estampa que o personagem pede, também já está craque com o universo dos heróis, sobretudo por conta de seu desempenho em "Homem de Ferro". Sem capa, sem cachimbo, Holmes surge com novo visual, abusando de vestes e penteados modernosos. Ao seu lado, Jude Law vive o doutor Watson, muito mais que um "escada" eficiente. Na trama do filme, a dupla está prestes a se separar, visto que Watson está de casamento marcado e vai abandonar o serviço. Holmes não disfarça sua chateação ao perder o companheiro de tantas investigações. Em clima de despedida, eles investigarão o mistério de Lord Blackwood (Mark Strong), um poderoso político inglês preso e condenado por assassinato, mas que continua aterrorizando Londres mesmo após o seu enforcamento.

Guy Ritchie mantém suas características de cineasta em "Sherlock Holmes", com sequências rápidas, praticamente "videoclípticas", com muito ritmo e ação, regados a diálogos cheios de ironia e sarcasmo. A ideia é clara: lançar uma nova franquia cinematográfica, que aposte no carisma de um personagem já consagrado, capaz de ser tão bem-sucedida quanto aos James Bonds e Batmans da vida. "Sherlock Holmes", mesmo sem ter muito a ver com o personagem original, é um bom filme de aventura e ação, que se torna um ótimo programa para estas férias.

André Santana

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19 dezembro 2009

"Avatar": um novo momento da indústria cinematográfica

. 19 dezembro 2009
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Já está em cartaz nos cinemas brasileiros um dos filmes mais aguardados do ano. “Avatar”, de James Cameron (“Titanic”), chega para encantar o público com uma trama envolvente e imagens encantadoras, capazes de tirar o fôlego. É realmente impressionante o efeito deste filme na telona!


O longa conta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval que vive sobre uma cadeira de rodas. Ele é recrutado para viajar anos-luz até uma estação humana em Pandora, onde grandes empresas exploram um mineral raro que seria a chave para solucionar a crise energética da Terra. Como a atmosfera de Pandora é tóxica, a Dra Grace (Sigourney Weaver) criou o Programa Avatar, em que "drivers" humanos têm sua consciência projetada em um avatar, isto é, um corpo biológico controlado à distância e que consegue sobreviver naquele ar letal para humanos. Em sua nova forma, Jake consegue voltar a andar. Sua missão é se infiltrar no meio dos Na'vi, que se tornaram um grande obstáculo à exploração do raro minério. Porém uma Na'vi chamada Neytiri (Zoe Saldana) salva a vida de Jake, e isso muda tudo. Ele é aceito pelo de Neytiri e aprende a se tornar um deles, à custa de inúmeros testes e aventuras.

“Avatar” consegue o que poucos filmes tentaram, em vão: aliar a tecnologia a uma boa trama. Além disso, faz uso da tecnologia 3D a favor da própria trama, e não somente oferecendo um “elemento a mais” para compensar o ingresso. Sabe aqueles velhos truques do 3D de ficar “jogando coisas” na plateia, no único objetivo de assustar meio mundo? Esqueça! Em “Avatar”, o 3D tem razão de ser, fazendo de seus 160 minutos uma experiência sensorial.

Cameron não esconde a vontade de mostrar, com o seu filme, as transformações da natureza causadas pelo homem, embora não classifique “Avatar” como um “filme-mensagem”. “Se quero passar uma ideia para quem for ver ‘Avatar’ é de que a natureza é extremamente imaginativa. Nossa imaginação como realizadores empalidece diante do que a natureza faz todos os dias - o filme é um tributo a tudo o que a natureza imagina”, disse o diretor ao UOL.

André Santana

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12 dezembro 2009

"A Princesa e o Sapo": Disney volta ao 2D

. 12 dezembro 2009
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Era uma vez um estúdio que revolucionou a história da animação, nos anos 1930, ao apostar no primeiro filme de longa metragem utilizando a técnica de dar vida aos desenhos. Diziam que era loucura, que ninguém aguentaria assistir a uma animação tão comprida. Era colorido demais, fantástico demais... O resultado foi um belíssimo filme, que encantou plateias no mundo todo, angariou uma porção de prêmios e criou um novo gênero cinematográfico que apenas evoluiu desde então.


Foi mais ou menos assim que a Disney e “Branca de Neve e os Sete Anões” deram o pontapé inicial na indústria cinematográfica da animação. Depois deste, vieram outros clássicos, como “Pinóquio”, “A Bela Adormecida”, “Alice no País das Maravilhas”, “Cinderela” e tantos outros sucessos. Depois de um período meio morno, a animação Disney ressurgia com força total, graças aos sucessos de “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera”, “Aladdin” e “O Rei Leão”. Ao mesmo tempo, a Disney unia-se a Pixar para realizar a segunda revolução no cinema de animação: “Toy Story” nascia com uma trama encantadora e personagens em 3D que provocaram um espetáculo visual.

A Disney continuou sozinha com suas animações em 2D, enquanto a Disney-Pixar continuava apostando no 3D. Da Disney, vieram “O Corcunda de Notre Dame”, “Hércules”, “Mulan”, “Atlantis”, até chegar ao fracassado “Planeta do Tesouro”. Já a Disney-Pixar acumulava produções bem-sucedidas, como “Vida de Inseto”, “Monstros SA”... E consagrou-se não somente com boas técnicas de animação 3D, que continuavam se aperfeiçoando, mas também com histórias cada vez melhores, que tiraram definitivamente o rótulo “infantil” dos desenhos. “Procurando Nemo”, “Os Incríveis”, “Rattattouille”, até chegar aos espetaculares “Wall-E” e “Up”. A balança pendia para o lado 3D, e a Disney, depois de “Nem que a Vaca Tussa”, anunciou que cessaria as produções em 2D para se dedicar à animação 3D. O estúdio até lançou filmes neste estilo sem a Pixar, como o obscuro “Selvagem” e os divertidos “O Galinho Chicken Little” e “A Família do Futuro”. A Disney acabou comprando a Pixar de vez e as princesinhas em 2D que tanto encantaram os espectadores ficaram num passado distante.

Mas havia alguém que estava com saudades das princesas. Esse alguém era John Lasseter, cabeça por trás de “Toy Story” e hoje homem-forte da Disney. Foi ele que vislumbrou que “A Princesa e o Sapo”, outro famoso conto de fadas, funcionaria muito melhor no formato 2D. Para voltar a fazer aquelas belas animações que fizeram história, o estúdio apostou em John Musker e Ron Clements, dupla responsável pelos sucessos “A Pequena Sereia” e “Aladdin”. O resultado é um belíssimo conto de fadas moderno, com o colorido que resgata a essência mágica do estúdio e traz uma nova princesa para se juntar à Jasmine, Ariel, Aurora, Branca e Bela na galeria de princesas Disney: Tiana.

“A Princesa e o Sapo” resgata a trama da jovem humilde que encontra um príncipe que, graças a um encantamento, tem a aparência de um sapo. Porém, nesta versão, a saga está situada na Nova Orleans do século passado e é regada a jazz. Tiana, primeira princesa negra da história da Disney, é uma jovem sonhadora, porém tem os pés no chão e acredita no trabalho. Ao dar de cara com um sapo que se diz príncipe encantado, ela o beija, mas, como não é uma princesa, o encantamento não se desfaz e ela se torna uma sapinha. Dali, Tiana e o príncipe Naveen (cuja voz original é do ator brasileiro Bruno Campos, que trabalha nos EUA) saltitarão juntos em busca de um antídoto ao encantamento, encontrando pelo caminho divertidos personagens, como um crocodilo trompetista e um vagalume metido a engraçadinho.

Sendo assim, fãs de animação não devem se arrepender ao assistir “A Princesa e o Sapo” nos cinemas. O longa está em cartaz desde sexta-feira, 11, e promete escrever novo capítulo na história da animação Disney.



André Santana

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09 dezembro 2009

"Marley & Eu" estreia no Telecine

. 09 dezembro 2009
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A Rede Telecine estreia no próximo sábado, 12, o blockbuster "Marley & Eu". Baseado no best seller "Marley & Eu: A Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo", o longa de David Frankel ("O Diabo Veste Prada") bateu recorde de arrecadação nas bilheterias de Natal nos EUA: 14,75 milhões de dólares.

O filme conta a história do jornalista John Grogan, vivido por Owen Wilson. Ele acaba de se casar com a também jornalista Jenny (Jennifer Aniston) e os dois pensam em ter um filho. Então optam, inicialmente, por adotar um cãozinho. É aí que Marley, batizado com este nome em homenagem a Bob Marley, entra na vida do casal. O Labrador Retriver é um verdadeiro peste e não tem limites: pula, corre, brinca, chora e destrói a casa toda. Ele não dá trégua nem durante a aula de adestramento, sendo "expulso da classe" pela treinadora vivida por Kathleen Turner.

O filme se passa ao longo dos treze anos de vida de Marley, mostrando os altos e baixos dos primeiros anos de casado de John e Jenny. Festas, trabalho, carreira, filhos... Tudo vai sendo contado enquanto Marley continua dando imenso trabalho aos donos. Mas, por mais que o cachorro irritasse seus donos às vezes, nenhum deles foi capaz de se livrar de Marley, já que ele continuava sendo considerado um filho, mostrando-se um leal amigo da família. O cão também se tornou grande amigo dos três filhos do casal.

"Marley & Eu" é uma história real. O jornalista John Grogan escreveu o livro ao unir relatos da coluna que assinava em um jornal, coluna esta que passou a fazer sucesso quando ele falava de sua família e sua relação com Marley. Grogan chega a fazer uma ponta no filme: é ele o dono de um cocker spaniel que participa da aula de adestramento.

"Marley & Eu" estreia no Telecine Premium no próximo sábado, 12, às 22 horas. Indicado para quem gosta de cães.

André Santana

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18 novembro 2009

"2012": O mundo está acabando de novo!

. 18 novembro 2009
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O que seria do mundo sem o presidente dos Estados Unidos sempre pronto para o sacrifício em busca da salvação da humanidade? Essa pergunta parece saída da boca de algum estadunidense patriota convicto, mas também é a indagação de uma conclusão elaborada depois de assistir a algum filme-catástrofe hollywoodiano. Mas se você não está nem aí para o “excesso cívico” americano e busca uma diversão com uma pitada de reflexão (?), a boa da semana é o badalado “2012”, que estreou na última sexta-feira, 13, em circuito nacional de cinema.


O longa de Roland Emmerich se baseia numa profecia real Maia, que diz que no dia 21 de dezembro de 2012 um raro alinhamento cósmico dará início à destruição do mundo. Quando o céu começa a cair, entra em cena o presidente dos EUA, vivido por Danny Glover, que forma uma equipe de cientistas que tentam impedir as catástrofes naturais das quais o mundo está condenado. A equipe científica, no decorrer do filme, vai se esbarrar com a família de Jackson Curtis (John Cusack), o “herói comum” da trama. Ele é um escritor mal sucedido que trabalha como motorista e sai para acampar com os dois filhos, que teve com a ex-mulher Kate (Amanda Peet).

Não espere nada muito diferente de “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”, outros filmes que mostram a destruição da Terra e que também levam a assinatura de Emmerich. O enredo se desenvolve, assim como nos longas anteriores, no campo da pesquisa científica que se encontra com pessoas comuns, desdobrando-se a partir dos dramas pessoais dos protagonistas. Para muitos, o enredo nada mais é que uma desculpa para usar e abusar de impressionantes cenas de destruição. São realmente surpreendentes! Não há como ficar indiferente diante de uma imagem extremamente real da destruição do Cristo Redentor por uma onda gigante, como podemos ver no pôster ao lado.

Catástrofes naturais estão sempre em voga, não só no cinema, como na vida real. Afinal, tivemos um recente caso de tsunamis que arrasou com a vida de muita gente. Usar uma profecia Maia para idealizar cenas lotadas de efeitos especiais, por mais que respire clichês, não deixa de ser uma maneira de mostrar o que pode vir a acontecer com o planeta já tomado pelo desequilíbrio ambiental gerado pelas mãos do homem. Mais que uma diversão de final de semana, pode ser uma oportunidade de acordar para os problemas reais do planeta que “gritam” todos os dias. É tudo uma fantasia, mas com um pezinho na realidade que choca. E preocupa.

André Santana

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08 novembro 2009

O som das ruas

. 08 novembro 2009
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Numa entrevista recente à revista Sci-Fi News, o ator Jammie Fox revelou sua paixão pela música que, segundo ele, é maior ainda que a paixão pela atuação. Deve ser por isso que ele, depois de angariar um Oscar pela sua interpretação de Ray Charles em “Ray”, de 2004, volta a viver um músico no emocionante “O Solista”, que entra em cartaz nos cinemas brasileiros a partir desta sexta-feira, dia 6.


O longa é baseado na história real de Nathaniel Ayers (Fox), um genial instrumentista que desenvolveu esquizofrenia quando cursava o segundo ano de música na famosa escola de artes performáticas Juilliard, de Nova York. Ayers acabou como sem-teto nas ruas do centro de Los Angeles, onde toca violino e violoncelo. A trama se desenvolve quando Steve Lopez (Robert Downey Jr), colunista do jornal Los Angeles Times, que descobre Nathaniel pelas ruas tocando seu violino de duas cordas.

O colunista escreve uma série de reportagens sobre Ayers, que faz com que sua história e seu talento passem a ser conhecidos e reconhecidos pela cidade. Ao mesmo tempo em que faz uma bela discussão sobre a condição degradante de vida dos moradores de rua, “O Solista” ainda reserva um tempinho para discutir a posição da imprensa escrita na era da internet. Isso graças à amizade que surge entre Lopez e Ayers, que ajuda a mostrar as reais dificuldades de relacionamento vividas por esquizofrênico não-medicado. Porém, mais que uma reflexão social, “O Solista” é um filme feito para se emocionar.

“O Solista” (“The Soloist”) tem direção de Joe Wright (“Orgulho e Preconceito”; “Desejo e Reparação”) e conta com Catherine Keener e Rachael Harri no elenco.

André Santana

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03 novembro 2009

Vampiros na TV, no cinema e na literatura

. 03 novembro 2009
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Os vampiros estão voltando à moda. Os dentuços sugadores de sangue, que sempre povoaram o imaginário popular, vira e mexe, ressurgem em filmes, livros e programas de TV. Exercem fascínio imediato na plateia, já que mistura elementos sombrios com charme e até romance. A atual onda vem sendo alimentada por filmes e séries de TV de adaptações literárias. Então, desta vez, também vou escrever sobre literatura (só a Jana pode? Hehehe...) e mostrar aos internautas os livros que deram origem à séries e filmes famosos atuais.

Primeiramente, vamos falar de "True Blood". A série do canal HBO é um dos principais hits da atualidade na TV. Não é para menos. Alan Ball, também responsável pela belíssima "Six Feet Under", transformou uma série literária de Charlaine Harris numa série de TV cheia de ação, suspense e muita sensualidade, que já rendeu duas temporadas e a terceira já está a caminho. A primeira temporada de "True Blood" é baseada em "Morto Até o Anoitecer", da Ediouro. Conta a história de Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata que não se envolve com ninguém, já que consegue ouvir os pensamentos de todos. Até que ela conhece o vampiro Bill Compton, com o qual se sente à vontade, já que não pode ler seus pensamentos.

A trama está inserida numa sociedade em que os vampiros e os humanos tentam coexistir pacificamente, graças a um sangue sintético criado pelos japoneses. Com ele, os vampiros não precisam mais atacar os mortais. No entanto, não são todos os humanos que aceitam conviver com as "criaturas da trevas". E nem todos os vampiros vão aceitar mudar de dieta e hábitos. Assim, a autora discute questões como preconceito e intolerância de modo alegórico e surpreendente. Vale ler os livros e assistir a série: "True Blood" é o que há de melhor, hoje, em termos de ficção televisiva.

Outra série de TV inspirada numa série de livros é "The Vampire Diaries", que acaba de estrear por aqui pelo Warner Channel. No Brasil, o mercado editorial, já embalado pelo provável sucesso da série, começou a trazer os livros para cá. Chamada de "Diários do Vampiro", o volume 1, "O Despertar", já está disponível. E o volume 2, "O Confronto", acaba de ser lançado. Esta série de livros, criada por Lisa Jane Smith, começou como uma trilogia, iniciada em 1991 (é, faz tempo...) nos EUA. Por pressão dos leitores, a autora continuou a saga com "Dark Reunion", em 1992. Dezesseis anos depois, a autora anuncia novos livros, surgindo "The Vampire Diaries - The Return: Nightfall", lançado em fevereiro de 2009 nos EUA.

No Brasil, "Diários do Vampiro" está sendo publicado pela editora Galera Record. A saga tem uma "pegada" mais romântica e conta a história de Elena Gilbert, uma garota popular, capaz de atrair todos os rapazes que desejar. Mas ela se interessa por Stefan Salvatore, um adorável e misterioso estrangeiro, que não demonstra muito interesse por ela. Elena fará de tudo para conquistá-lo, mas não sabe que o rapaz é um vampiro que nutre ódio mortal pelo irmão, Damon. No passado, ambos se apaixonaram por Katherine, uma jovem vampira. Numa série de brigas e desavenças, os irmão são transformados e acabam, indiretamente, responsáveis pela morte de Katherine. Num acesso de ódio, juram vingança um ao outro, permanecendo assim por mais de 400 anos, sendo despertada novamente no encontro entre Stefan, Damon e Elena (a nova Katherine, pois ambas possuem a mesma aparência).

No cinema, o atual hit "vampírico" é a cinessérie "Crepúsculo", baseado numa série de quatro livros de Stephenie Meyer. São eles: "Crepúsculo", "Lua Nova", "Eclipse" e "Amanhecer". Muitos o apontam como sucessor de Harry Potter na literatura juvenil. No Brasil, é uma publicação da editora Intrínseca.
A saga conta a história de Isabella Swan (Bella), uma adolescente que se muda de Phoenix para Forks, em Washington, experimentando um mundo totalmente novo para si, ao apaixonar-se por Edward Cullen, um vampiro. Os quatro livros da série são contados sob o ponto de vista de Bella, exceto o epílogo de Eclipse e um terço de "Amanhecer", que são narrados por Jacob Black. A série vendeu mais de 55 milhões de cópias, distribuídas em 43 países.

Para quem curte o tema, mas não quer ler nada, recomendo ainda a série "Moonlight". Tem apenas uma temporada e conta a história de Mick St Jones, um vampiro boa-praça que trabalha como detetive particular. Ele se apaixona pela repórter Beth Turner, a quem salvou de um incêndio quando ainda era uma menina. A série, de atmosfera noir irresistível, explora os casos investigados por Mick, enquanto ele e Beth tentam driblar as adversidades de um amor entre uma mortal e um vampiro. Bela série, de vida curta, infelizmente, mas que vale a pena conferir. Atualmente, está no ar no SBT, nas madrugadas de sábado para domingo, às 3h45.

André Santana

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