26 junho 2010

"Eclipse" e "True Blood": vampiros por todos os lados!

. 26 junho 2010
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Vampiros estão na ordem do dia. Seja na literatura, no cinema ou na TV, a febre das criaturas míticas bebedoras de sangue ressurgiu com força em meados de 2008 e, até hoje, transforma em ouro tudo o que toca. Não são poucos os exemplos do sucesso da temática dentro da indústria cultural. E a prova concreta de que a onda está longe do fim está nas próximas estreias, tanto na telinha quanto na telona. A terceira temporada da série “True Blood” começa no domingo, 27, na HBO, enquanto “Eclipse”, terceira parte da saga “Crepúsculo”, entra em cartaz nos cinemas do mundo todo na próxima quarta-feira, 30.

A saga “Crepúsculo” é a atual febre entre os filmes fantásticos voltados aos adolescentes. Baseado em série de livros de mesmo nome, da autora Stephenie Meyer, os longas contam a história de amor entre a jovem e humana Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson), um vampiro. Trata-se de um amor adolescente e impossível, visto que Edward precisa controlar sua sede de sangue quando está ao lado da amada. O primeiro longa, “Crepúsculo”, narra o início da complicada relação entre os dois. Já no segundo, “Lua Nova”, Edward sai de cena e Bella se aproxima de Jacob (Taylor Lautner), um jovem lobisomem.

Assim, em “Eclipse”, o triângulo amoroso entre a mortal, o vampiro e o lobisomem pega fogo, para deleite dos fãs ávidos pelos livros e filmes da saga. Os dois primeiros longas foram sucesso absoluto nos cinemas, arrecadando, respectivamente, U$ 408 milhões e U$ 709 milhões no mundo todo. A previsão da Paris Filmes, distribuidora do longa no Brasil, é que “Eclipse” alcance 7 milhões de espectadores nos cinemas nacionais.

Bem longe do universo jovem está “True Blood”, série sobre vampiros que leva a assinatura do canal pago HBO. Aqui, a temática é bem mais adulta e pesada, funcionando como uma metáfora sobre preconceito e intolerância. “True Blood” conta a história da garçonete telepata Sookie Stackhouse (Anna Paquin), que se apaixona pelo vampiro boa-praça Bill Compton (Stephen Moyer). A série se passa num momento em que os vampiros tentam se integrar aos humanos graças ao Tru Blood, sangue sintético criado por japoneses e que se tornam uma opção ao sangue humano. A difícil “socialização” entre vampiros e humanos é o mote para discussões sobre intolerância, seja ela racial, social, religiosa ou sexual. O sexo, aliás, é parte integrante da série, que não economiza nas cenas sensuais, e muito menos no humor negro e no sarcasmo.

A terceira temporada de “True Blood” vai dar mais detalhes sobre os poderes de Sookie, além de mostrar mais do passado de Sam Merlotte (Sam Trammel) e elucidar o mistério sobre o sequestro de Bill. Entre as novidades da nova safra está a presença de... lobisomens! Os homens-lobos surgirão para movimentar ainda mais a pequena Bon Temps, ao sul dos EUA. O ano três da série estreia neste domingo, 27, às 22h na HBO.

“True Blood” é baseada na série de livros “Sookie Stackhouse”, de Charlaine Harris. O responsável pela adaptação é Alan Ball, oscarizado pelo roteiro do longa “Beleza Americana”, de 1999, e criador da série “A Sete Palmos”. “True Blood” é a série de maior sucesso da HBO desde “Família Soprano”.

André Santana

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24 junho 2010

Veríssimo revê Shakespeare em "A Décima Segunda Noite"

. 24 junho 2010
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Um narrador privilegiado, que acompanhou de perto toda uma divertida história, é o trunfo de “A Décima Segunda Noite”, obra de Luis Fernando Veríssimo baseada na comédia “Noite de Reis”, de William Shakespeare. Quem compartilha toda a trama do livro com o leitor é Henri, um papagaio que trabalhava como atração de um salão de cabeleireiro com temática brasileira em plena França. De seu poleiro, foi testemunha de toda uma intriga cheia de encontros e desencontros amorosos.

O inusitado narrador nos leva a conhecer a brasileira Violeta, que se perde do irmão gêmeo ao desembarcar em terras francesas e é obrigada a se vestir de homem para conseguir um emprego no Illrya, o tal salão de cabeleireiro tocado por Orsino. Violeta, agora César, se apaixona pelo patrão, mas não pode revelar tal segredo, caso contrário, perderá o emprego. Orsino, por sua vez, é apaixonado por Olívia, sua cliente brasileira e rica. Porém, Olívia também desperta a paixão do mordomo Malvólio, que sonha com o dia em que terá um caso com a patroa. É dessa paixão que se desencadeia todo o conflito: Maria, empregada de Olívia, e Festinha, um amigo, pregam uma peça em Malvólio, fazendo-o acreditar que sua patroa lhe dará uma chance na décima segunda noite depois do Natal. Mas, na verdade, Olívia fica particularmente encantada por César, na verdade Violeta disfarçada.

A trama corre calcada em toda a confusão criada pelo grupo de amigos de Olívia nos dias que seguem, quando se desdobra toda a quadrilha amorosa do grupo principal. Porém, é o narrador diferenciado que faz toda a diferença. O papagaio-narrador, que também se apaixonou por Violeta, pontua toda a narrativa com observações bem humoradas e sagazes, além de reclamar da própria vida, de sua condição de papagaio e até do fato de ter suas penas cinza constantemente pintadas de verde e amarelo por causa de seu trabalho no Illrya. O narrador chega a reclamar da própria voz, lamentando que todos entendam a “tragédia” contada por ele como uma comédia. “É o som do caldeirão rachado com o qual pretendemos comover as estrelas e só conseguimos fazer dançar os ursos, como escreveu Flaubert sobre a linguagem”, diz, após se ouvir no gravador.

“A Décima Segunda Noite” é o segundo livro da coleção Devorando Shakespeare, da editora Objetiva, que publica novelas contemporâneas baseadas nas comédias do autor inglês. A coleção conta ainda com “Trabalhos de Amor Perdidos”, de Jorge Furtado, e “Sonhos de uma Noite de Verão”, de autoria de Adriana Falcão.

André Santana

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22 junho 2010

Futebol: para eles a bola, para elas, as pernas deles

. 22 junho 2010
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A minha ideia de falar sobre as pernas dos jogadores desta Copa surgiu quando eu, Flávia e Carol decidimos, de uma vez por todas, abandonar o pensionato e alugar um apartamento.
Você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com a Copa? Eu respondo em caps lock: TUDO!
Resolvemos então juntar as panelas. Eu levei para o nosso novo lar, doce lar um tanquinho, uma tostequeira elétrica e muitos sapatos. A Carol, de início, apenas algumas malas, que isso fique claro. Depois metade da mobília. Já a Flávia, que há tempos não assistia TV, prometeu que compraria uma. Humilde. De 42 polegadas.
Depois de pesquisas na internet sem sucesso fomos, eu e Flávia, a um shopping de Rio Preto, em uma loja especializada, escolher uma TV e, de repente...
– Compra essa, Flávia.
– Por quê?
– Olha só o tamanho dessas pernas.
Sim. Estava passando um jogo. Não me pergunte de quem contra quem, até porque isso não é interessante por enquanto, mas sei que era futebol.
Dez para cada lado, cada um com seu goleiro. Somam 11 ou 22 direto, para os bons de conta. Árbitro, bandeirinha, auxiliar e um bando de gente torcendo. Agora com vuvuzelas e o Galvão, combinação mais que infernal.
Do outro lado da big tela estava eu, boquiaberta com a beleza. Da TV? Não. A Flávia que vai comprar, ela escolhe, eu estava apenas admirando a visão.
Bom, chega de lero-lero e vamos ao propósito inicial, a Copa para eles e para elas.
Eles são assim, dizem que adoram futebol, que são fanáticos por ele e ainda brigam com a gente quando este é o assunto. Correm pra cá e pra lá durante 90 minutos atrás da bola e quando o árbitro apita ela é esquecida por 15 minutos ou até o próximo jogo.
Nós, mulheres, não. Quando falamos amar o tal do futebol é por que realmente o amamos. E não só a bola, mas a eles, que fazem a gorduchinha ir daqui para ali e de lá para cá.
Pera lá um pouquinho. Amamos eles ou elas? Bom, neles eu amo elas. As pernas. Chego a suspirar quando a supercâmera da Globo focaliza com detalhes cada jogada.
Existe uma imensidão de diversidade delas nessa Copa. É perna para admiradora nenhuma botar defeito. Tem para todos os gostos. Malhadas ao extremo, as compridas, as mais curtas, mas todas  lindas e torneadas.
Para os que se encantam com pernas de mesa, essa Copa está uma loucura.
Ainda não sou perita como o Ferri, que corrige o Marquinhos quando ele tenta reconhecer os jogadores pelas pernas, mas juro que vou tirar o fim de semana para assistir aos jogos e prestar bem atenção em todas as jogadas.
Já a Dani Fenti, que deve estar mais por dentro do assunto que eu, diz que a seleção italiana tem pernas, e homens, de dar água na boca. Vou por reparo e volto para comentar.

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