12 dezembro 2009

"A Princesa e o Sapo": Disney volta ao 2D

. 12 dezembro 2009



Era uma vez um estúdio que revolucionou a história da animação, nos anos 1930, ao apostar no primeiro filme de longa metragem utilizando a técnica de dar vida aos desenhos. Diziam que era loucura, que ninguém aguentaria assistir a uma animação tão comprida. Era colorido demais, fantástico demais... O resultado foi um belíssimo filme, que encantou plateias no mundo todo, angariou uma porção de prêmios e criou um novo gênero cinematográfico que apenas evoluiu desde então.


Foi mais ou menos assim que a Disney e “Branca de Neve e os Sete Anões” deram o pontapé inicial na indústria cinematográfica da animação. Depois deste, vieram outros clássicos, como “Pinóquio”, “A Bela Adormecida”, “Alice no País das Maravilhas”, “Cinderela” e tantos outros sucessos. Depois de um período meio morno, a animação Disney ressurgia com força total, graças aos sucessos de “A Pequena Sereia”, “A Bela e a Fera”, “Aladdin” e “O Rei Leão”. Ao mesmo tempo, a Disney unia-se a Pixar para realizar a segunda revolução no cinema de animação: “Toy Story” nascia com uma trama encantadora e personagens em 3D que provocaram um espetáculo visual.

A Disney continuou sozinha com suas animações em 2D, enquanto a Disney-Pixar continuava apostando no 3D. Da Disney, vieram “O Corcunda de Notre Dame”, “Hércules”, “Mulan”, “Atlantis”, até chegar ao fracassado “Planeta do Tesouro”. Já a Disney-Pixar acumulava produções bem-sucedidas, como “Vida de Inseto”, “Monstros SA”... E consagrou-se não somente com boas técnicas de animação 3D, que continuavam se aperfeiçoando, mas também com histórias cada vez melhores, que tiraram definitivamente o rótulo “infantil” dos desenhos. “Procurando Nemo”, “Os Incríveis”, “Rattattouille”, até chegar aos espetaculares “Wall-E” e “Up”. A balança pendia para o lado 3D, e a Disney, depois de “Nem que a Vaca Tussa”, anunciou que cessaria as produções em 2D para se dedicar à animação 3D. O estúdio até lançou filmes neste estilo sem a Pixar, como o obscuro “Selvagem” e os divertidos “O Galinho Chicken Little” e “A Família do Futuro”. A Disney acabou comprando a Pixar de vez e as princesinhas em 2D que tanto encantaram os espectadores ficaram num passado distante.

Mas havia alguém que estava com saudades das princesas. Esse alguém era John Lasseter, cabeça por trás de “Toy Story” e hoje homem-forte da Disney. Foi ele que vislumbrou que “A Princesa e o Sapo”, outro famoso conto de fadas, funcionaria muito melhor no formato 2D. Para voltar a fazer aquelas belas animações que fizeram história, o estúdio apostou em John Musker e Ron Clements, dupla responsável pelos sucessos “A Pequena Sereia” e “Aladdin”. O resultado é um belíssimo conto de fadas moderno, com o colorido que resgata a essência mágica do estúdio e traz uma nova princesa para se juntar à Jasmine, Ariel, Aurora, Branca e Bela na galeria de princesas Disney: Tiana.

“A Princesa e o Sapo” resgata a trama da jovem humilde que encontra um príncipe que, graças a um encantamento, tem a aparência de um sapo. Porém, nesta versão, a saga está situada na Nova Orleans do século passado e é regada a jazz. Tiana, primeira princesa negra da história da Disney, é uma jovem sonhadora, porém tem os pés no chão e acredita no trabalho. Ao dar de cara com um sapo que se diz príncipe encantado, ela o beija, mas, como não é uma princesa, o encantamento não se desfaz e ela se torna uma sapinha. Dali, Tiana e o príncipe Naveen (cuja voz original é do ator brasileiro Bruno Campos, que trabalha nos EUA) saltitarão juntos em busca de um antídoto ao encantamento, encontrando pelo caminho divertidos personagens, como um crocodilo trompetista e um vagalume metido a engraçadinho.

Sendo assim, fãs de animação não devem se arrepender ao assistir “A Princesa e o Sapo” nos cinemas. O longa está em cartaz desde sexta-feira, 11, e promete escrever novo capítulo na história da animação Disney.



André Santana

2 xícaras tomadas.:

Shilola disse...

Gente adorei!!!Vou assistir só porque essa princesa tem um cabelinho mei pixa!!! Pixar não André... Pixaim mesmo! :D
Tenho ódio dessas princesas de cabelo escorrido. Fico até com sangue no zói!
Mas finalmente uns caracois apareceram!!! ;)

Aline Dias disse...

taí um fime que eu quero ver.